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ANTT e Arteris dizem que custo de R$ 136 milhões inviabiliza retorno no km 276 da BR

Por Sandra Pereira | 11/11/2013

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Sandra PereiraEntre os encaminhamentos propostos está estudo para retorno no 274 ou 275, mudança no acesso ao Pinheirinho, em Itapecerica, no retorno de Juquitiba e reunião com concessionárias de serviços

Está definitivamente descartado, em razão do custo de R$ 136 milhões, o dispositivo de retorno no km 276 da rodovia Régis Bittencourt reivindicado para atender aos moradores da região do Pirajuçara em Taboão da Serra e Embu das Artes.  Usando o custo elevado como justificativa a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT)  e a Autopista Régis Bittencourt (Arteris) reafirmaram a impossibilidade de implantação do viaduto no km 276 durante reunião da câmara técnica de Mobilidade Urbana do Conisud, nesta segunda-feira, 11, na sede da Acise, em Embu das Artes. A Arteris diz que o dispositivo previsto para o km 276 acabou sendo redirecionado para o km 277 visando atender Taboão e Embu. Agora a prefeitura de Embu quer levar essa alça do km 277 para a altura do parque Firenze, no jardim São Judas. O MST diz não aceitar o não ao retorno e promete fechamento da rodovia ainda esse mês. 

 No final da reunião foi decidido que as prefeituras de Taboão da Serra e Embu das Artes farão  estudo de viabilidade de instalação do dispositivo de retorno  nos quilômetros 274 e 275, em Taboão da Serra. 

No encontro também ficou decidido que as prefeituras de Embu das Artes e Itapecerica da Serra vão discutir e apresentar proposta para o acesso à Itapecerica pelo bairro do Pinheirinho.  A meta é encontrar uma alternativa capaz de impedir a ocorrência de acidentes, como os que comumente acontecem no local. A mudança também visa favorecer o acesso do transporte público de ambas as cidades ao bairro. A proposta é promover pequenas mudanças e alterar a  sinalização.

Outro estudo também será feito para melhorar as condições do retorno já implantado em Juquitiba, que vem sendo chamado no município de retorno da morte pelo risco constante de acidente. A cidade já presenciou protestos em razão do dispositivo. 

“Em linhas gerais esses foram os encaminhamentos já antecipados em reuniões  anteriores”, disse o prefeito Chico Brito, presidente do Conisud.

Representando o MST o ex-vereador Paulo Félix disse que a cidade não tem nada contra o viaduto previsto para o km 276. Ele agradeceu o empenho do prefeito Chico Brito na mobilização em favor do viaduto para atender Taboão da Serra e de pronto anunciou que a cidade e o movimento não aceitam o não da ANTT e Arteris. 

“Nossa luta agora não será dentro do Conisud, reconhecemos os avanços para outras cidades, mas não vamos aceitar o não da Arteris e da ANTT. Iremos acionar inclusive o Tribunal de Contas da União. A Arteris é uma empresa privada, visa o lucro, agora o custo social para Taboão é muito maior. Estamos abertos a qualquer solução 274 ou 276, não vamos abrir mão. Até o final do mês teremos fechamentos na BR. As manifestações de junho mostraram o caminho”, disse Paulo Félix.

Chuvisco teme atraso nas obras dos viadutos previstos para Itapecerica. O prefeito de Itapecerica da Serra, Amarildo Gonçalves, o Chuvisco, revelou durante a reunião sua preocupação com o atraso nas obras de construção dos viadutos previstos para Itapecerica da Serra. Ele lembrou que as obras foram prometidas para 2010, adiadas para 2011, 2012, 2013 e agora estão previstas para começar em março de 2014. Chuvisco pediu que seja feito um planejamento junto com as concessionárias que serão envolvidas durante as obras.

“Não podemos mais ter atrasos nessas obras. Temos que fazer contato com a Eletropaulo. Sabesp, Vivo, Comgás e todas concessionárias envolvidas para a gente não ter mais atrasos nessas obras. Não podemos repetir o que aconteceu durante a instalação das nossas passarelas”, disse o prefeito.

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