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Moradores do Jardim Sampaio reclamam da falta de transporte público

Por Ane Greice Passos | 3/11/2013

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Ane Greice PassosMoradores do Jardim Sampaio no ponto de ônibus

Uma hora e dez minutos, esse é o intervalo entre ônibus no bairro Jardim Sampaio em Itapecerica da Serra, o descontentamento e sentimento de abandono são algumas das reclamações mais presentes de quem mora neste local.  Além dos ônibus o transporte alternativo, ‘lotações’, que fazem viagens do bairro para o centro, também são escassas.

Dentro dos ônibus a insatisfação é geral, passageiros protestam tanto na ida ao trabalho, como na volta. “Isso é uma falta de respeito”, “precisamos que alguém faça algo por nosso bairro”, “mais de uma hora aguardando uma condução para vir desse jeito?”, esses são alguns dos protestos que o Jornal na Net, escutou em viagens no ônibus 340, que faz a linha São Marcos/Capão Redondo.

Moradora do bairro, Priscila Nonato, 43, fala sobre sua luta diária para chegar ao trabalho, na região de Santo Amaro, São Paulo. “Muitas vezes tenho que subir a pé até o centro para pegar um ônibus, se não fizer isso chego atrasada no serviço e nenhum chefe quer saber se você tem, ou não, condução no seu bairro”, disse a empregada doméstica ao fazer compras no comércio de Maria do Socorro de Souza, 53. “Alguém tem que fazer alguma coisa pelo Sampaio, nos sentimos abandonados”, disse a comerciante, que já foi candidata à vereadora pelo bairro.

Sentimento de abandono é palavra recorrente entre os cidadãos. Ao andar pelo bairro a opinião é sempre a mesma “insatisfação”. Maria Ferreira da Silva, 42, disse já ter aguardado por mais de uma hora por condução e acabou desistindo e descendo a pé até a sua casa. “O que me deixa nervosa é que quando mais preciso não tem uma condução para ir embora, quem mora no Sampaio sabe que quando passa das 19 horas você não consegue mais ir embora para casa”, disse ao esperar transporte para casa no ponto no centro da cidade.

A vendedora Milena Ribeiro, 19, fala sobre a dificuldade em locomover-se nas lotações, que muitas vezes estão em condições de circulação precárias. “Deveriam ter mais responsabilidade com o horário, fico 30 minutos no ponto para passar uma condução que deveria vir de 10 em 10 minutos”, disse a jovem. 

Os transportes alternativos são a segundo opção dos moradores, mas eles também são alvos de criticas devido à demora nos intervalos, entre a saída e chegada do seu ponto final e a diminuição da frota nos finais de semana e feriados. 

No bairro do Jardim Sampaio, não existe linha de ônibus própria para os moradores utilizarem. O Capão Redondo, única opção de transporte durante todo o dia, vem do São Marcos, bairro vizinho, e a linha para Pinheiros só funciona no período da manhã e no final da tarde, horário de pico.

Aliny Souza dos Santos, 27, que veio da Bahia para morar em Itapecerica demonstrou sua indignação com os transportes do bairro. Ela afirma que já fez diversas reclamações com a empresa de ônibus da cidade, e com os seus fiscais e motoristas, mas de nada adiantou. “Vivemos em um bairro abandonado, o transporte é horrível, eles falam que a lotação funciona mais não funciona. A gente paga condução mais é tratada como lixo, eu já reclamei mais ninguém responde ou me da atenção. Somos um bairro excluído da sociedade”, finalizou.

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