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Movimento nos cemitérios de Itapecerica é o menor dos últimos anos

Por Ane Greice Passos | 2/11/2013

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Ane Greice Passos Samira Moura coloca flores no túmulo da família.

Dia de lembrar os entes queridos que já faleceram, o feriado do dia 2 de novembro, dia de Finados, vem perdendo sua tradição em Itapecerica da Serra. O movimento nos cemitérios da cidade está diminuindo gradativamente a cada ano. Mesmo em um sábado de sol e tempo agradável, vendedores e representantes da administração dos cemitérios comentaram a queda no número de familiares e amigos que visitam as lápides nesta data.

Helena de Almeida responsável pela administração do cemitério Floreal Eterno, localizado no Centro de Itapecerica, destacou a diminuição no movimento. ”Hoje só pessoas mais velhas tem o hábito de visitar os jazigos nesta data, perdeu-se a tradição de ir ao cemitério prestar as suas homenagens”, falou Helena que afirmou ainda que hoje foi o feriado de finados de menor movimento. “Cada ano que passa diminui mais”.

Centenário, o Floreal Eterno é o mais tradicional cemitério de Itapecerica da Serra, tendo o seu primeiro registro de um enterro datado em 27 de novembro de 1875, o local abriga às famílias mais antigas e tradicionais da cidade, como a da senhora Samira Moura, 59, que visita o túmulo de seus familiares todos os anos. “Venho todo ano aqui, vejo que não existe tanta gente como antes. Nas missas dos anos anteriores os corredores ficavam cheios, hoje não teve quase ninguém”, afirmou.

Não é só no Floreal que o movimento diminuiu, no Cemitério Municipal de Itapecerica Recanto do Silêncio, conhecido como Mandu, o número de frequentadores caiu mais da metade, como conta Lino Pires. “Há 22 anos passavam por aqui mais de 2 mil pessoas, hoje  não passa de 800 visitantes”, disse o funcionário administrativo. Para ele os valores mudaram: “acabou a crença da visita, hoje as pessoas são mais desapegadas”, afirmou.

Mesmo com a queda nas visitas, ainda existe quem considere essa data como um momento de lembrar os seus entes queridos e levar flores ao seu local de descanso. Cintia Soares, ex-moradora de Itapecerica, mesmo não residindo mais na cidade vai ao local para prestar sua homenagem. “Sempre que possível viemos no cemitério, mas eu tenho notado que a cada ano está mais vazio e tem menos flores”, disse Cintia ao lado do túmulo do seu pai.

Maria da Conceição Moura, que perdeu o marido há quatro meses, foi ao cemitério para prestar sua homenagem e acender uma vela, ela falou da importância em fazer a visita. ”Fui casada por 30 anos, ainda é difícil me acostumar. Sempre que posso venho aqui”, falou.


Comércio no feriado de Finados

Muitas famílias utilizam essa data como auxilio na fonte de renda. Adrelisse de Jesus e seus filhos trabalham há quatro anos no Florel Eterno: lavando, pintando e cuidando das flores dos jazigos, ela já possui clientes que buscam o seu serviço e afirma gostar do que faz. ”Eu gosto de trabalhar aqui, o dinheiro ajuda”, contou. Assim como Adrelisse, várias famílias prestam esse tipo de serviços nesta data, ao entrar no cemitério o visitante é abordado por mulheres, homens e até crianças oferecendo lavagem e limpeza dos túmulos.

A conservação de jazigos é focalizada no cemitério Florel Eterno, na rua Manual Maximinio da Rosa, no restante da cidade o forte do feriado é a venda de flores e velas.

Para a vendedora Silvia Ap. Pereira, 53, a queda nos frequentadores dos cemitérios influenciou no comércio de flores e velas. Ela afirmou para o Jornal na Net que esse ano foi o pior para as vendas. “O movimento está menor, hoje está mais fraco do que nos anos anteriores”, disse à vendedora que reclamou também do valor da licença para vender no local. “Esse ano a licença aumentou, com isso o lucro é menor”. A barraca de Silvia é localizada em frente ao Cemitério Recanto do Silêncio.

Quem reclamou também do aumento das taxas foi uma vendedora que trabalha no cemitério Florel Eterno. Ela afirmou que além da mudança no valor da licença, a falta de fiscalização para vendedores ambulantes prejudica quem trabalha legalmente. “O valor para trabalhar aumentou, mas não colocaram fiscalização para ver quem está vendendo em situação irregular. Esse ano o nosso lucro diminuiu devido a esses motivos”, a comerciante não quis se identificar.

Os valores das velas variam entre 6 e 8 reais e dos vasos de flores de 10 a 15 reais. O comércio fica aberto durante o funcionamento dos cemitérios.



Missas e celebrações

No cemitério Recanto do Silêncio houve uma missa, às  10 horas, com a celebração do Padre Odair, da Comunidade Maria Mãe dos Caminhantes, e às 15 horas ministros da Igreja Nossa Senhora dos Prazeres realizaram uma celebração na capela localizada no interior do cemitério.

O Floreal Eterno teve a tradicional cerimonia às 10 horas da manhã, a qual reuniu moradores que visitavam os túmulos de familiares e amigos. fotos

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