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Ato contra Poupatempo na praça Luiz Gonzaga marca sábado no Pirajuçara

Por | 12/10/2013

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Karen SantiagoProfessora Márcia defedeu construção do Poupatempo em outro local

O ato contra a construção do Poupatempo na praça Luiz Gonzaga, na manhã deste sábado, dia 12, foi marcado pela defesa do local como um espaço de lazer, esporte e cultura na região periférica de Taboão da Serra. Houve ainda, discursos inflamados, com críticas ao fim da praça e indicação de espaços, para que de fato o equipamento seja instalado sem que prejudique o espaço público. “Pode ser nas áreas públicas em frente à Delegacia da Mulher, quadra poliesportiva do São Judas, ao lado do INSS, Prodesp e em frente à Padaria Varandas”, citou o ex-candidato a vice-prefeito, Wagner Eckstein.

Cerca de 100 pessoas se reuniram na praça. Na ocasião, diversas faixas e cartazes acabaram chamando a atenção de muitos moradores que passavam pelo local. O grupo garantiu até o momento mais de 5 mil assinaturas contra a instalação do poupatempo no espaço. Taboanenses dos bairros Freitas Júnior, Samoritz, Leme, Sítio das Madres, Trianon e Jacarandá constavam nesta lista.

O ato serviu ainda como uma resposta à avaliação de “manifestação política” feita pelo prefeito Fernando Fernandes na última quinta – relembre aqui. De acordo com eles, não é política. É relacionada à falta de consulta da opinião da sociedade civil e moradores diante da construção, a fim de saber se são ou não favoráveis ao Poupatempo na praça. 

“É ele [prefeito] que está querendo politizar. Pergunta pra ele onde fez reunião para perguntar se a população era favorável. Ele não quis abrir diálogo”, afirmou Eckstein. “Queremos indústria e progresso sim. Mas, não se deve fazer sem ouvir, consultar a população”, comentou o vereador Moreira. A professora Márcia, os três do PT, questionou o porquê não está escrito Poupatempo, na placa da obra e sim “galpão multi-uso”. De acordo com ela é porque o governo do Estado informou “que se a população não quiser não vai ser o Poupatempo na praça. Pode ser em outro local”, explicou.

O deputado estadual e ex-prefeito de Embu das Artes, Geraldo Cruz, também se mostrou favorável a reivindicação do grupo e afirmou repudiar uma decisão sem consulta. “O equipamento é importante, porém essa é a única praça que a população tem para se encontrar, conversar”, frisou.

Uma corrente ao entorno da praça marcou o terminou do ato.

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