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Vereadores aprovam Lei que garante recurso para seis câmeras de videomonitoramento no Pirajuçara

Por | 18/09/2013

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Adilson Oliveira - CMETEA Vereadores aprovaram dois projetos e três indicações durante a sessão

Numa sessão de discussões desde as demissões de comissionados da prefeitura até a “nova chance” a 12 réus do mensalão decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na data de hoje, os vereadores de Embu das Artes votaram a favor de dois projetos de Leis de autoria do Prefeito Chico Brito, após cerca de uma hora reunidos em sala fechada na sessão desta quarta-feira, dia 18.

A de nº 62/2013 dispõe sobre celebração de convênio com a Secretaria de Educação do Governo do Estado de São Paulo para a aquisição de veículo adaptado para alunos deficientes da rede municipal. Já a Lei de nº 63/2013 autoriza a criação de dotação orçamentária de recurso para complementação de contrapartida para recebimento de verba para instalação de seis câmeras de monitoramento no Parque Pirajuçara.


O vereador Carlinhos foi o primeiro a levantar a discussão das demissões dos comissionados. Ele disse que seria contrário a Lei de redução salarial, afirmou que em assembléia ficou acertado que 15% do salário seria reduzido, mas que nenhum comissionado iria ser demitido. Luiz Calderoni disse que foram dispensados entre 30 e 40 comissionados.

O presidente da Casa, Doda explicou que o prefeito tinha intenção de reduzir os salários, mas mesmo com redução para atender a Lei de Responsabilidade Fiscal precisava mandar algumas pessoas embora. “Foi um remédio amargo, mas tenho certeza que são ótimos profissionais e vão ser colocados no mercado de trabalho o mais rápido possível”, afirmou.

João Leite (PT) frisou que nenhum vereador votou enganado. “O prefeito chamou todos os comissionados e mesmo com redução teve que mandar pessoas embora”, explicou. Segundo ele, a redução de custos é para a prestação de contas. "Nunca o prefeito deixou de avisar pelo respeito com os comissionados".

Júlio Campanha afirmou que as demissões foram “um remédio amargo para alguns, mas necessário para administração”. Ele começou a discussão, em relação à decisão do STF de garantir uma “nova chance” aos doze acusados pelo mensalão. “Estou indignado por conceder um novo julgamento. Essa é a falência do Supremo Tribunal Federal”, disparou. Partiu dele também o ditado que “na política tudo termina em pizza”.

Rosana, por sua vez afirmou que após essa decisão é o momento da população ir para as ruas como uma forma de mostrar se gostou da decisão ou não. “Advogado estuda, conhece as Leis que para alguns servem, outros não”. Edvânio defendeu a decisão. “Cada um sabe de que forma se defende. O juiz tem direito constitucional”, justificou.

Jabá questionou se a decisão do juiz não é irônica e, ainda levantou a questão se uma pessoa de baixa renda teria uma segunda chance por roubar, por exemplo, um quilo de fubá. “Será que eles que perderam o direito merecem uma segunda chance”, pontuou. Doda resumiu o assunto aconselhando os vereadores para que conheçam o assunto para discutir com mais profundidade.

Os vereadores votaram favoráveis também a três indicações, com destaque a de Jomar que visa criar um ponto de ônibus em frente ao Parque Francisco Rizzo. 

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