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Professora de Taboão diz sofrer perseguição da direção escolar na Lúcia de Castro

Por Sandra Pereira | 8/05/2013

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Divulgação - GoogleEscola já foi considerada a melhor de São Paulo, mas professores criticam autoritarismo

Uma professora da Escola Estadual Lúcia de Castro Bueno, no Parque Pinheiros, em Taboão da Serra, denunciou estar sofrendo perseguições e humilhações por parte da diretora e da coordenadora da escola. Segundo ela, a coordenadora teria entrado várias vezes em sua sala de aula sem autorização, adotado práticas antipedagógicas como obrigá-la a devolver trabalhos dos alunos e interferir em explicações de exercícios.

A interferência da coordenadora teria levado os alunos a “perder  respeito” pela docente. A professora alega ter sido xingada pelos estudantes sem quem nenhuma medida fosse tomada em seu favor. A profissional relatou ter sido impedida de fazer contato com os pais dos alunos para discutir o tratamento desrespeitoso que passou a receber da turma.

A denúncia feita pela professora é relatada em detalhes no boletim da Apeoesp - Leia aqui a íntegra do boletim. A publicação narra que durante uma reunião ocorrida na escola, com a presença da supervisão, a diretora ameaçou a professora, que é categoria “O”, afirmando que caso a docente não pedisse  o rompimento do contrato,  ela mesma o faria. Também consta no boletim que ainda tentaram fazer com que a professora se auto-incriminasse, assinando um documento onde ela admitia não saber dar aulas, nem garantir a disciplina da classe. A docente se recusou a assinar e procurou a Apeoesp para se defender.

“Esta atitude digna e corajosa é um exemplo para outros professores (as) desta escola fazerem o mesmo, e também para todos os colegas de outras escolas que vem sofrendo nas mãos de diretores e coordenadores carrascos”, traz o boletim.

A Apeoesp classificou a situação como um caso clássico da prática truculenta de assédio moral.

“A subsede vai exigir da Diretoria de Ensino um posicionamento claro e inequívoco contra estas práticas e vamos defender o direito ao trabalho da professora. Nesta semana, discutiremos com o advogado da subsede o encaminhamento de processo de assédio moral contra as gestoras. E vamos buscar o apoio dos professores, alunos e pais para defender a professora e exigir a saída imediata da diretora e da coordenadora, devido ao abuso de poder e às práticas antipedagógicas e autoritárias que vêm adotando, já de longa data”, garante o boletim que revela ser constante a prática de assédio moral nas escolas da cidade.

A escola Lúcia de Castro é considerada uma das melhores de Taboão da Serra e já foi a primeira colocada no IDESP. No entanto, sempre foi conhecida pelos professores da rede como uma das mais autoritárias da região. 

A reportagem do Jornal na Net não conseguiu contato com a diretora e nem a supervisora da Lúcia de Castro para comentar a denúncia de assédio moral feita pela docente.

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