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Prefeitura de Taboão exonera dois GCMs acusados de fraudar folha de pagamento

Por Sandra Pereira | 29/04/2013

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Arquivo do Jornal na NetOs dois GCMs exonerados são acusados de fraudar folha de pagamento e foram investigados por comissão processante 

O prefeito Fernandes Fernandes exonerou da Guarda Civil Municipal (GCM) de Taboão da Serra  Claudia Roberta Bovo Silva e o inspetor regional Antônio Cesar Marco. Os dois eram funcionários efetivos da corporação e foram investigados por duas comissões processantes distintas criadas para apurar irregularidades que teriam sido cometidas por ambos no exercício de suas funções.

Claudia Bovo respondeu ao processo Administrativo Disciplinar de nº 4014/2013, que determinou a sua demissão a bem do serviço público.  O processo apontou que a GCM infringiu o Artigo 17, incisos VIII, IX, X e Artigo 46 incisos X e XII todos da Lei Complementar 224 de 16 de agosto de 2010 cc inciso XII do Artigo 10 da Lei 8.429 de 02 de junho de 1992 (Improbidade Administrativa).

A ex- GCM é "acusada de fraudar a   folha de pagamento durante quatro meses, inserindo horas extraordinárias e horas de adicional noturno de serviços não prestados, causando prejuízo ao erário", traz a portaria Nº 903/2013, publicada no Diário Oficial de nº 476.

Já o inspetor regional Antônio Cesar Marco foi investigado pelo Processo Administrativo Disciplinar nº 4013/2013, que também concluiu pela sua demissão a bem do serviço público. 

Cesar é acusado de cometer infração ao disposto no Artigo 17, incisos VIII, IX e Artigo 46 incisos X e XII todos da Lei complementar 224 de 16 de agosto de 2010, inciso XII do Artigo 10 da Lei 8.429.

A comissão apontou que o inspetor agiu em "conluio com sua subalterna fraudando a folha de pagamento durante quatro meses, inserindo horas extraordinárias e horas de adicional noturno de serviços não prestados, causando prejuízo ao erário", relata a portaria de nº 902/2013.

Outros guardas civis também estão sendo investigados por comissões processantes. O Jornal na Net apurou que os dois GCMs demitidos devem responder a processos na Justiça comum por terem cometido fraude contra os cofres públicos. 

Desde meados de 2011 as denúncias envolvendo práticas dentro da Guarda Civil Municipal de Taboão da Serra se tornaram comuns, assim como a insatisfação de parte considerável da corporação com seus superiores. Por essa razão um dos focos do atual comando da GCM é o resgate da autoestima dos guardas, o apoio social e até a divisão mais justa das escalas e horas extras. Ao longo de 2012 uma série de reportagens do Jornal na Net mostrou o descaso enfrentado pela corporação e os escândalos envolvendo mau uso de recursos públicos, como no caso do videomonitoramento, alvo de investigação pelo governo federal.

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