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Saúde da População Negra é foco de curso no Embu

Por Prefeitura da Estância Turística de Embu das Artes | 17/04/2013

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Divulgação - Prefeitura de Embu das Artes Pela primeira vez no Estado o assunto é foco de curso

Com 80 anos de atividades, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) tem a Escola Paulista de Medicina, a Escola Paulista de Enfermagem, na Capital, vários campi, no Estado, e na última década entrou numa fase de expansão, que chegou a Embu das Artes. Na cidade embuense, onde está sendo construído mais um campus, a universidade avança junto com o município na oferta de ensino e diversidade de cursos. No dia 11/4, os formandos do primeiro módulo do Curso Saúde da População Negra receberam seus certificados na Unidade de Extensão do Campus de Embu das Artes da Unifesp, que funciona no Centro Cultural Valdelice Prass, o Parque Pirajuçara. Na ocasião, a pró-reitora de Extensão da Unifesp, Florianita Campos, garantiu a realização do segundo módulo do curso e falou da parceria com os governos federal e de Embu das Artes.


“Não é à toa que está sendo construído um campus nesta cidade. Temos uma inserção enorme de profissionais da medicina, da enfermagem, da fono do campus da Vila Clementino, que tem mais de 40 anos que faz trabalho em Embu das Artes, que participou da criação e que trabalha junto ao SUS. Hoje tem até assento no Conselho Municipal. Então é um caso de amor, bem antigo”, disse. Segundo ela, a política de expansão universitária, que veio com o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, quando ministro da Educação, proporcionou expressivo aumento de vagas na escola pública e da própria universidade.


“Eu sou fruto da expansão na Baixada Santista. Essa reitoria que surgiu de Guarulhos, Diadema, Baixada Santista, Osasco, hoje é uma reitoria que representa a Unifesp nesse crescimento mais recente de seis anos”, declarou a pró-reitora. Também lembrou que a universidade decidiu tomar algumas medidas para continuar garantindo qualidade, como investir em planejamento, para evitar que uma cidade tenha de esperar muito para ter um campus, a exemplo da Baixada, onde a sede Unifesp levou seis anos para ser construída. Reconheceu o esforço da administração Chico Brito para solucionar a questão do Parque da Várzea, onde a obra da Unifesp foi interditada pelo governo do Estado, depois de já estar liberada para construção do Rodoanel.

“Não são todas as prefeituras que dão a atenção que Embu das Artes nos deu e a gente precisa dessa parceria”, afirmou.


Promoção da igualdade racial

Enquanto o campus é construído, a Unifesp dará segmento aos trabalhos para fortificar sua infraestrutura e continuará sua expansão na Unidade de Extensão do Campus na cidade. O Curso Saúde da População Negra é um exemplo. É o primeiro realizado no Estado e de extrema importância para a cidade, em que os negros representam 47% da população de 240 mil habitantes, segundo dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Florianita destacou que poucos municípios tratam das diferenças que devem ser cuidadas para dar atenção à saúde da população negra. As políticas públicas destinadas a essa camada da população, incluindo o curso, têm base no Plano Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Plampir), criado em 2008 e em seguida aprimorado com a inclusão de acesso à justiça e segurança pública.

“Essa extensão universitária em Embu das Artes é de grande satisfação para nós, da Unifesp, porque permite que todo mundo se aproprie da universidade, até do campus e isso é muito importante”, disse Renato Nabas Ventura, coordenador da unidade de extensão. A secretária de Saúde, Sandra Fihlie Barreiro, também destacou o trabalho desenvolvido em parceria: “Temos muito o que comemorar. Esse é um projeto grandioso. Saúde comporta várias ciências, mas, sem a educação, não funciona. E funciona mais, quando numa parceria como esta, entre Prefeitura e universidade que pode formar pessoas comprometidas com a saúde do País”.

As formandas Michele Faria, assistente social, Lindaci Galli e Valdete Maria Sete Novendrini, pedagogas, concluíram o primeiro módulo e vão continuar. “Descobri coisas que nem imaginava sobre a questão da saúde e sensibilidade da população negra. Aprendi muito e quero continuar”, disse Michele. Elas frequentaram o curso toda sexta-feira à noite e sábado durante todo o dia, por dez meses. A data de início do segundo módulo está sendo definida, assim como os professores do curso.

Compareceram ainda ao evento Alda Rebelo, secretária adjunta de Educação; Regina Nogueira, coordenadora de Saúde da População Negra, da Secretaria Municipal de Saúde; Marisa Araújo Silva, coordenadora da Assessoria de Gênero e Raça, da Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Qualificação Profissional, de Embu das Artes, entre outros.

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