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Delegado de Embu move interpelação judicial contra Orlandi

Por Sandra Pereira | 11/03/2013

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Arquivo do Jornal na Net Interpelação judicial é o pedido de esclarecimento feito via citação ou notificação judicial

O delegado titular da Delegacia Central de Embu das Artes, Pedro Arnaldo Buk Forli, ingressou com uma interpelação judicial cobrando explicações em juízo do ex-prefeito Nivaldo Orlandi, em razão de denúncias feitas por ele após ficar detido por seis dias. A prisão de Orlandi aconteceu no dia 22 de fevereiro, de acordo com a polícia, por desobediência à determinação de fechamento da Casa CTG Saudades do Sul e pela posse de uma espingarda calibre 28, encontrada no local. A prisão dele levantou polêmica na cidade e motivou atos em favor da abertura do CTG.

Quando o ex-prefeito estava preso a esposa dele, Fabiana Balarmino, prestou queixa contra o delegado na corregedoria. Ela disse que a documentação do CTG só não está completa em razão da demora do Corpo de Bombeiros de fazer vistoria para liberar o alvará de funcionamento do local. Apoiadores do CTG afirmam que a Casa existe há 29 anos e não teria razão de ser fechada.

Na justificativa da ação de interpelação o delegado sustenta que a prisão de Orlandi seguiu todos os trâmites legais. Afirma que desde então vem sofrendo “campanha difamatória e eventualmente caluniosa contra sua pessoa levada à cabo nas redes sociais da internet e normalmente no Facebook”, afirma o documento, acrescentando que “nessas páginas o requerido vem sistematicamente enxovalhando a reputação do requerente atribuindo ao mesmo a prática dos crimes de abuso de autoridade, fraude processual e prevaricação enquanto autoridade policial”.

O delegado também reclama que sofreu acusações de trabalhar embriagado e fazer uso dos entorpecentes apreendidos durante ações policiais e se queixa da publicação de um panfleto intitulado “Bebabo, Chapado ... O Delegado titular de Embu das Artes”.

Pedro Arnaldo Buk Forli cita no decorrer do texto partes do Boletim de Ocorrência registrado sob o número 854/2013. Salienta que em ato falho o requerido deixa claro que sua vontade seria unicamente lavrar B O por desobediência como já havia ocorrido outras cinco vezes. O delegado também afirma que Orlandi não teria ido à delegacia de livre e espontânea vontade, mas sim, teria sido conduzido pela Guarda Civil Municipal. 

Por telefone a esposa de Orlandi confirmou a autoria do panfleto criticado pelo delegado. Disse que ele relata os fatos durante o prisão. Ela revelou que o marido também vai prestar queixa contra o delegado na corregedoria. 

 Interpelar significa pedir explicações, esclarecimentos. A interpelação judicial é o pedido de esclarecimento feito via citação ou notificação judicial.  A resposta à interpelação judicial não é obrigatória. Dependendo da resposta – ou da não resposta – a pessoa pode acionar o Judiciário com uma medida mais eficaz, uma ação por calúnia, por exemplo.  A interpelação judicial está regulamentada no Código de Processo Civil, do artigo 867 ao 873.


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