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Atraso na entrega de insulinas preocupa pacientes com diabetes em Taboão

Por | 30/11/2012

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DivulgaçãoKit auxilia no controle da diabetes e evita que a doença se agrave

A espera pelo fornecimento de insulinas para tratamento de diabetes preocupa e obriga a moradora do bairro São Judas, Sheila Moura de 28 anos, a pedir socorro à imprensa regional e amigos que também tem a doença. Ela convive com a diabetes há 15 anos e nunca teve complicações, porque se cuida. A entrega do medicamento é feita pela Secretaria de Saúde de Taboão da Serra e está em atraso a quase um mês. O prazo do fornecimento, ainda é um mistério para ela e muitos outros pacientes da cidade.

“Ligo na secretaria e eles informam que não tem a insulina. Era para eu ter recebido dia 10 deste mês, mas até agora não recebi e muito menos tenho o prazo, quando irá chegar. Nesta sexta, liguei na secretaria e me informaram que ainda não chegou, mas que pode chegar na quarta-feira (5)”, contou.

Sheila usa dois tipos de insulina, a Lantus e a Humalog. Elas compõem o Kit Diabetes, que é fornecido por mês para os pacientes. Neste mês de novembro, só metade do kit foi fornecido, ele continha as fitas e as lancetas, já as seringas e as insulinas não. O tratamento para a doença é caro, a primeira insulina custa R$ 256, já a segunda R$ 90.

Ela contou que o fornecimento da insulina, já chegou há atrasar uma semana, mas nunca um mês ou a ponto de pedir socorro. O medicamento que ela tinha acabou e agora ela recorre à ajuda de uma amiga, que também tem a doença. “Minha amiga divide a dela comigo. Ela pega em São Paulo, mas não têm muitas. Se acabar antes de receber vou ter que comprar, mais com que dinheiro. São muitos caras”, disse.

A entrega da insulina e outros medicamentos já chegou a atrasar na cidade de Taboão e da região. Na ocasião o atraso durou três meses e foi de responsabilidade do Estado, pelo programa Dose Certa. As secretarias municipais das cidades tiveram que comprar os medicamentos com recursos oriundos das pastas – relembre aqui.

A Diabetes é uma doença crônica e sem cura. O tratamento é feito com isulina e, sem controle pode trazer complicações irreversíveis, para a vida dos pacientes, como a cegueira, parada dos rins e até amputação de membros do corpo.

O Jornal na Net tentou contato com o secretário da pasta, Milton Parron e com a assessoria de imprensa da prefeitura, mas até o fechamento da matéria não obteve retorno.

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