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Boatos de toque de recolher obrigam escola a reduzir período de aula em Taboão

Por | 4/11/2012

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Arquivo Jornal na NetAluno de escola conta que aulas foram reduzidas devido ao toque de recolher

O medo da violência que assola Taboão da Serra atinge a mais de duas semanas, os alunos das escolas estaduais da cidade. De acordo com alguns deles, o período de aula foi reduzido em 2h15min e por isso estão saindo da escola, às 21h15m, devido aos boatos de toque de recolher, que ocorrem na cidade.

“O horário de saída era às 23h e há mais de duas semanas passou a ser 21h15min. Não temos intervalo e o professor não tem tempo para ensinar a matéria em aula”, afirmou um aluno da unidade de ensino Deputado Heitor Cavalcanti Alencar Furtado, no bairro Jardim Freitas Júnior.

Com o horário de aula reduzido e cheios de dúvidas, os alunos tentam aprender as matérias sozinhos, em suas próprias residências. Eles utilizam de internet e apostilas extracurriculares para entender melhor as matérias e conseguir fazer as provas do final do semestre. “Os professores sem tempo para ensinar as matérias, passam os exercícios e em casa, temos que estudar e aprender melhor, porque não dá tempo de passar todo o conteúdo exigido em sala”, contou um aluno em forma de anonimato.

Os estudantes dizem temer a violência e mais do que isso, não aprender as matérias e ficar de recuperação na escola. Eles contaram ainda que não sabem se haverá reposição das aulas e se os que não forem bem nas provas, serão reprovados ou de recuperação. “Sentimos que estamos nos prejudicando, porque não temos o conteúdo e mesmo assim temos que estudar para as provas”.

Por fim, eles afirmaram que a polícia militar todos os dias da semana fazem a segurança na porta da escola. “Sempre na hora da entrada. E, além disso, eles abordam muitos motociclistas”.

Devido ao Feriado, a reportagem não conseguiu contato com a escola citada durante as entrevistas.

Investigador nega toque de recolher

Em entrevista concedida, por telefone, ao Jornal na Net, o investigador Luis Peniche afirmou que não existe toque de recolher na cidade e muito menos, fatos típicos de que motoqueiros passam nos comércios e mandam baixar as portas – relembre aqui.

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