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Polícia faz vaquinha para trabalhar denuncia moradora

Por | 27/07/2012

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Karen SantiagoDenúncia veio à tona durante a reunião do Conseg Monte Alegre, na noite da última quinta

As condições de trabalho e a necessidade de fazerem “vaquinha” para comprar equipamentos para exercerem suas funções foi uma forma de denúncia pela falta de recursos que os policiais civis de Taboão da Serra trabalham, exposta durante a reunião do Conseg Monte Alegre, na noite da última quinta-feira (26). Segundo apurou a reportagem, para consertar as viaturas, eles pedem dinheiro para os comerciantes da região central.

“Fui muito bem atendida, mas fiquei preocupada com o que ouvi, quando fiz o registro do B.O de roubo ao meu carro. Policiais desabafaram que precisaram fazer “vaquinha” para comprar tinta para a impressora e até papel sulfite, porque tinha acabado e não conseguiam trabalhar sem. Eles contaram sobre as condições do banheiro e da cozinha também”, relatou uma moradora da cidade. E completou: “não adianta aumentar o efetivo, mas não dar condições de trabalho para os policiais, que precisam tirar do próprio bolso, para conseguirem trabalhar”, afirmou.

Sobre as denúncias o delegado Ivan, disse que desconhece em relação à falta de sulfite e necessidade de fazer “vaquinha” para comprar equipamentos de escritório. “Deve ter sido uma situação pontual”. Ele se limitou a dizer que a Delegacia tem banheiro e também cozinha e afirmou: “O prédio é da Prefeitura, não do Estado. E tem problemas de licitações, para adquirir equipamentos”, observou.

Uso e vendas de drogas

Durante a reunião, pais de alunos, afirmaram que as escolas estaduais da região da Escola Estadual Alípio de Oliveira e Silva precisam de ronda escolar, uma vez, que são alvo de usuários e “pequenos traficantes” que vendem entorpecentes, para os jovens estudantes. Um deles contou que chamou a polícia, mas não foi atendido. “Fui assaltado, chamei a polícia, mas os policiais não podem entrar nas escolas e não foram”, afirmou.

O tenente Grandchamp, da polícia militar, observou que o certo seria ligar para o disque-denúncia (181) para que o policiamento seja direcionado. Ele disse que é difícil atuar dentro das escolas, mas se os criminosos estiverem agindo naquele momento e a entrada da PM seja permitida, “podemos agir dentro da escola”, frisou.

E pontuou, em caso de roubo e furto, é necessário registrar o Boletim de Ocorrência, porque só assim, priorizamos a área e fazemos patrulhamento, se isso não acontece, não sabemos da incidência de crime, no local. “Procuramos direcionar de acordo com o índice de criminalidade. Não temos como focar o policiamento em todos os lugares ao mesmo tempo. Estamos somente com uma viatura da ronda escolar”, finalizou.

2º DP e mais policiamento

Os moradores cobraram a instalação do 2º DP na cidade, para aliviar o atendimento da única delegacia da cidade, e também a vinda de mais policiais para aumentar o efetivo, que de acordo com o vereador Cido, é insuficiente para a cidade.

De acordo com o delegado Ivan, o quadro do 1º Distrito Policial está completo, o atendimento está mais rápido. “Só demora quando tem flagrante ou operação”, explicou. E observou: “O importante é ter o 1º DP e estar funcionando normalmente, do quer ter também o 2º DP, e ter que dividir o efetivo de policiais”.

Cido frisou que fez um ofício cobrando a atualização dos indicadores da cidade e também, cobrando o 2º DP e a vinda de mais policiais para a cidade, como prometido pelo Governado Geraldo Alckmin, durante inauguração da AME de Taboão – reveja aqui.



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