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Moradores dizem que bairro Jd do Colégio é abandonado

Por | 3/07/2012

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DivulgaçãoMoradores do bairro dizem que são os mais esquecidos da cidade

“Estamos esquecidos há vários anos. Falta segurança, saúde, creche e saneamento básico. Dificilmente obras ou melhorias são feitas aqui”, reclamam os moradores Ostílio José Fernandes, José Fernandes, Marciana Alves Teodoro, Fernando da Silva. Todos moram no Jardim do Colégio, em Embu das Artes, há mais de 10 anos.

A realidade vivida pelos entrevistados e pelos demais moradores, caracteriza o bairro, principalmente as ruas Cruzeiro do Sul e Centauro. Basta uma rápida passada em ambas as ruas para constatar o abandono.

A começar pelas calçadas, repletas de buracos, parte delas, sem guias e sarjetas. As duas ruas constam como asfaltadas na Prefeitura, mas um pedaço delas, não possuem pavimento.

A praça, que há pouco tempo, estava com mato alto, recentemente foi capinada pela Prefeitura. Ela  conta com uma quadra, sem alambrado e parte  está quebrada. Quando tem evento, na praça, ou jogo na quadra, os próprios moradores é quem realizam a limpeza e até pintam a arquibancada.

“O alambrado (tela) foi retirado pela prefeitura, porque estava desgastado e não foi mais reposto”, afirmou Fernando da Silva, de 30 anos.

A saúde e a falta de vagas em creches são alguns dos principais problemas que os moradores enfrentam no bairro. “Demora para marcar consulta, quando marca, o atendimento é devagar e muitas vezes, o exame pedido até vence, e é necessário fazer outro”, crítica Marciana Alves Teodoro de 27 anos.

Ela é uma entre tantas pessoas, que espera por anos, para fazer uma cirurgia, mas não consegue vaga. “Aguardo mais de três anos para fazer uma cirurgia no rim e só hoje é que consegui marcar a consulta para passar no médico e ter as orientações. A demora é tanta, que pessoas às vezes, até morrem esperando por uma vaga”, completou.

A segurança também é um problema grave no bairro. “Difícil passar polícia por aqui e a Guarda Municipal só aparece de vez em quando. Quando tem festa, é a maior bagunça aqui no bairro e nem chamando, os policiais aparecem. Estamos esquecidos mesmo”, ressaltou José Fernandes, 51 anos e morador do bairro há trinta e dois anos.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da prefeitura, mas até o fechamento dessa matéria não obteve retorno.

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Praça abandonada e com mato alto

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Calçadas sem sargetas e ruas sem asfalto

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Rua sem asfalto, apesar de constarem na prefeitura como asfaltadas

Festa junina do bairro foi cancelada

Não bastasse o esquecimento que dificulta a vida no bairro a comunidade do Jardim do Colégio ficou decepcionada com a atitude do prefeito de Embu que proibiu a festa junina que seria realizada no bairro no dia 1º de julho. Moradores e barraqueiros não entenderam porque a festa foi suspensa depois de acontecer dois dias seguidos. A justificativa dada pela administração é de que o som da festa feriu a Lei do Silêncio, mas a desculpa não foi aceita pela população já que o
mesmo som ficou ligado nos dias anteriores.

“Isso foi uma armação política. Durante todo o dia seis viaturas da Guarda ficaram paradas perto da praça e ninguém sabia o motivo. Somente perto da hora da festa é que eles disseram que não podia ligar o som”, relatou uma moradora do bairro que acompanhou a movimentação
durante o dia.

“O que fizeram com a gente é muito injusto. Quem vai pagar o nosso prejuízo? Eu pago os meus impostos em dia. Nós limpamos aqui, fizemos as barracas, informamos a prefeitura da festa e agora na última noite levamos um golpe desses? É um absurdo”, salientou uma barraqueira.

O pedido de autorização da festa foi feito na praça de atendimento da prefeitura sob o número 11940/2012. O evento foi comunicado por meio de ofício à Guarda Municipal e o Departamento de Trânsito da cidade. Nenhum dos dois órgãos se posicionou contra a atividade.

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