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Professores da Rede estadual de ensino decidem continuar em greve

Por | 16/03/2010

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Por volta de 12 mil manifestantes bloquearam as duas pistas da Avenida Paulista

Professores da rede estadual de ensino, em greve desde a segunda-feira, 8, decidiram manter a paralisação. A decisão foi tomada em uma longa assembléia realizada na Avenida Paulista, durante toda à tarde, desta sexta-feira, 12.

Os professores reivindicavam reajuste salarial de 34,3% e afirmam que estão com os salários congelados há cinco anos. Segundo eles, se houve aumento salarial durante esses anos, estariam recebendo por volta de R$ 11 por aula, o atual valor de hora aula é R$ 7,00 segundo eles.  

O sindicato dos professores disse que 80% da categoria aderirão a paralisação, mas segundo a assessoria de imprensa da Secretária de Estado da Educação o percentual é de 1%.
Por volta de 12 mil manifestantes bloquearam as duas pistas da Avenida Paulista, na altura do Museu de Arte de São Paulo (Masp). O trânsito ficou lento e bem complicado na região. Depois eles seguiram em passeata até a praça da República.

A assessoria de imprensa divulgou em nota, que não há como negociar o percentual reivindicado pelo sindicato da categoria, por que a pasta diz que isso significaria um custo de R$ 3,5 bilhões para o Estado. Em nota a assessoria também afirmou que os grevistas estão com o ponto cortado, ou seja, “terão desconto salarial relativo às faltas, e estão perdendo condição de participar do Bônus por Resultados de 2010, que paga anualmente até 2,9 salários para as equipes escolares que superarem suas metas, e também do Programa de Valorização pelo Mérito, que permite aumentos salariais de 25%. Os dois programas têm como regra a regularidade da presença dos professores nas escolas”, concluiu.

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