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Polícia descarta ataque de facção criminosa a ônibus

Por | 23/05/2012

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Arquivo Jornal na NetPolícia segue investigação junto aos moradores do bairro

A Polícia Civil de Taboão da Serra continua investigando a quadrilha que ateou fogo no ônibus da viação Pirajuçara, por volta das 20h40 da última segunda-feira, no bairro Sítio das Madres. De acordo com o Delegado Seccional Dr. Maurício Guimarães Soares, as investigações devem levar a polícia a prender os acusados nos próximos dias. A polícia descarta como linhas de investigações, até o momento, as possíveis represálias ao motorista e pela morte de um criminoso, além da participação da facção criminosa no "ataque" ao ônibus.

“O crime não foi cometido por vingança contra o motorista e também não acredito, que por represália pela morte de um comparsa um dia antes da ação dos criminosos, após troca de tiros com policiais militares. Nenhum crime deste tipo foi registrado na cidade e, se tivesse acontecido já teria aparecido e espalhado o comentário mais fácil. Mas o crime tem alguma ligação com a região”, frisou.

Segundo ele, o objetivo do bando não era o roubo e sim retirar todo mundo de dentro do ônibus e atear fogo ao veículo. “Eles anunciaram o assalto, mas nem se preocuparam em ver quanto de dinheiro tinha no caixa”, pontuou.

O delegado seccional afirmou que testemunhas do bairro estão sendo ouvidas, além do motorista e cobrador para que a motivação do crime seja descoberta e a polícia chegue aos culpados. “Descobrindo a motivação fica mais fácil chegar até os culpados, mas ainda não temos motivação clara, específica”, observou.

O doutor afirmou ainda que as imagens do circuito interno do ônibus, requerida pela polícia, como parte da investigação, não servirá mais como material para chegar até os criminosos, uma vez, que com o incêndio a câmera queimou.

Maurício ressaltou que considera o crime isolado. Ele não vê ligação com o “ataque” ao ônibus em Taboão, em relação a duas situações parecidas, na mesma noite, na Zona Norte (quando um motorista foi morto e um ônibus foi queimado). “Não são empresas do mesmo grupo, nada que leve um crime ao outro. Mas, que é curioso é”, observou.

E, completou que não acredita que seja um ataque de integrantes da facção criminosa, porque a ação envolveu dois ônibus de empresas diferentes, e não causou impacto, como resultaria, por exemplo, em um terminal, como o João Dias. “Não houve demonstrativo de força, nenhuma outra ação como aquela de segunda”, frisou.

Doutor Maurício negou, por fim, a informação divulgada pela mídia que havia mais de vinte integrantes na quadrilha e confirmou a presença de sete homens armados, que agrediram o motorista e obrigaram, cerca de 40 passageiros, e cobrador a desceram do ônibus e com coquetel molotov atearam fogo no coletivo, como divulgou com exclusividade o Jornal na Net, relembre aqui, aqui e o vídeo aqui.

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