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Redução no policiamento deixa Itapecerica insegura

Por | 6/05/2012

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DivulgaçãoBase comunitária ainda está funcionando e circulando em Itapecerica

A redução do policiamento preventivo na cidade de Itapecerica da Serra, devido à quebra de diversas viaturas da 1ª Companhia, já atinge mais da metade dos bairros do município e aumenta a sensação de insegurança que os moradores enfrentam há mais de um mês, de acordo com informações apuradas pela reportagem do Jornal na Net.

Além da insegurança, o aumento de casos de violência preocupa e amedontra os moradores, que temem precisar da polícia, mas não serem atendidos quando solicitarem o 190. Ao todo, por dia, mais de 20 ocorrências ficam sem atendimento e na maioria das vezes estão relacionadas à briga de marido e mulher, saidinhas de banco, uso e tráfico de entorpecentes e roubos e furtos em geral.

O Jornal na Net acompanhou o trabalho da polícia militar neste final de semana e constatou somente o policiamento ostensivo a pé (cerca de 10 policiais ficam na região central, sem viaturas), a base móvel (com cerca de cinco pm’s) e duas viaturas de ronda escolar (prefixos M25 111 e M25 115, ambas com dois policiais).

A constatação aponta a não existência de viaturas destinadas ao telefone 190 e atendimentos de ocorrência, somente duas patrulhando (da ronda escolar), uma (a base móvel) para dar informações aos moradores e policiais a pé, só para cumprirem o horário de trabalho, uma vez, que sem viaturas não conseguem atender ocorrências.

Nestes três dias, a reportagem acompanhou o drama de alguns moradores, que solicitaram atendimento, mas não receberam nenhuma viatura em suas residências ou no local do crime. No bairro da Lagoa, por exemplo, uma mãe entrou em contato com a reportagem e afirmou que a filha estava apanhando de seu próprio pai, solicitou o atendimento policial pelo 190, mas estava a mais de uma hora esperando e viatura nenhuma apareceu.

Um segurança de uma empresa de Itapecerica, também foi vítima de criminosos. Ele teria depositado um dinheiro no banco e foi seguido. Já dentro da empresa, o ladrão anunciou o assalto, pensando que ele teria sacado um valor no banco, e por ter percebido que a vítima não tinha dinheiro, atirou no peito do segurança, que só sobreviveu, porque estava com colete balístico. O segurança solicitou a PM, mas só foi atendido quando já havia levado o disparo. Essa foi uma das quatro saidinhas de banco registradas na sexta-feira, a PM não prendeu nenhum dos criminosos.

“Estamos todos com muito medo. O crime tem aumentado e nós não temos segurança alguma. Sem policiamento vivemos a mercê dos bandidos e sem a ajuda dos policiais que não tem ao menos viaturas para trabalharem”, relatou um dos comerciantes localizado na Avenida XV de Novembro.

Informações apuradas no Batalhão indicam que 80% das viaturas quebradas, já estão sendo consertadas e devem retornar ao patrulhamento em breve.

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