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Bairros de Itapecerica estão com o policiamento reduzido

Por | 3/05/2012

companhia

Karen SantiagoCompanhia da polícia está com diversas viaturas quebradas

Os bairros Lagoa, Jardim Jacira, Parque Paraíso, Valo Velho, Jardim Branca Flor, entre outros, da cidade de Itapecerica da Serra estão praticamente sem policiamento preventivo há mais de três semanas.

Diversas viaturas da 1ª companhia estão quebradas e um dos únicos lugares que o município recebe patrulhamento é na região central: os policiais sobem da companhia (localizada atrás da Delegacia) a pé e ficam nas imediações do centro.

Da companhia a base comunitária e mais duas viaturas ainda realizam patrulhamento, segundo informações apuradas pela reportagem do Jornal na Net. A cidade conta agora, com cerca de três viaturas da companhia (menos que a metade quando as viaturas não estão quebradas) e viaturas do 25º Batalhão (Forças tática e pratulha) para atender ocorrências, número considerado insuficiente para todo o município, uma vez, que a polícia da cidade, atende também Juquitiba, São Lourenço e Embu-Guaçu.

Os policiais sem viaturas, além de não fazerem o policiamento preventivo, não podem atender ocorrências. Ocasionando assim, diariamente cerca de quinze ocorrências pendentes (sem atendimento).

Moradores já notaram a falta de policiamento e, além de reclamarem, temem serem alvos de criminosos. “Só vemos viaturas nos bairros quando acontece alguma ocorrência. Fora isso, a presença da polícia é cada dia menor. Temos medo de que os criminosos se aproveitem”, disse temerosa, uma moradora em forma de anonimato.

Relatos indicam que os moradores, vítimas de roubos, furtos, violência e demais crimes, precisam ir, sem auxílio de uma viatura policial, ao Distrito Policial registrar ocorrência e ainda voltarem para casa, de ônibus, a qualquer hora do dia.

O Jornal na Net também apurou que este não é só um problema em Itapecerica, mas também em Taboão e Embu das Artes. Constantemente viaturas do 36º Batalhão ficam quebradas.

Falhas no atendimento do 190

Relatos indicam que o telefone da polícia militar (190) não funciona. Os moradores não conseguem contato com os policiais, somente com o atendimento eletrônico, que dura mais de quinze minutos e dificulta a eficiência no atendimento.

“Demora demais o atendimento. Isso não pode ser chamado de emergência”, dizia um. Outro frisava “fiquei mais de meia hora tentando e não consegui. Só cheguei na gravação que demora muito”, contou. E um terceiro finalizou: “o atendimento é muito demorado e não pode ser chamado de emergência. Existem falhas que precisam ser sanadas”.

A reportagem apurou que essa ineficiência já dura quase cinco meses e ainda não foi sanada, apesar de todas as reclamações que a polícia recebe (relembre aqui e aqui).

Se caso a tentativa de contato com o 190 seja sem êxito, entre em contato com o telefone do Batalhão (4666 2422) e 1ª companhia – atrás da Delegacia (4666 2339).

O outro lado

Informações indicam que 80% das viaturas quebradas, já estão sendo consertadas e devem retornar ao patrulhamento em breve.

Em relação, ao atendimento do 190, o tenente Mattioli afirmou, em reunião do Conseg, que o problema com o 190 já foi diagnosticado e o comando da polícia militar já fez um requerimento pedindo o aumento no número de cabines e policiais que realizam o atendimento.

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