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Professores de Escola de Taboão temem criminosos

Por | 26/04/2012

escola

Divulgação - Google Street ViewEscola é localizada no bairro Jd. Clementino em Taboão

Os professores da Escola Estadual Laurita Ortega Mari, em Taboão da Serra enfrentam o temor de morrer em pleno horário de trabalho. Eles contam que são alvo de criminosos constantemente e que já pediram policiamento no local, até por meio de abaixo assinado, mas continuam a mercê dos bandidos.

O relato desesperado dos professores por meio da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de SP) aponta que o número de crimes como roubo, tentativa de estupro, rapto, briga de alunos, ameaça a professores entre outros só aumenta no âmbito escolar, principalmente na Laurita Ortega.

Na noite da última terça-feira, dia 24, não foi diferente. Era o dia do Conselho de Classe e os professores reuniram-se para fecharem o bimestre com notas e faltas dos alunos – por volta de 20h. A professora de ciências foi até a escola para passar as notas dos alunos acompanhada de outra professora que por sua vez, ficou no carro, no estacionamento da escola, quando foi surpreendida por um criminoso, armado com revólver que anunciou o assalto.

“Ela reagiu. Gritou e ligou o carro, para tentar fugir. Foi então que o criminoso deu na porta do carro amassando-o, momento em que o alarme do carro disparou e o mesmo correu em direção à janela da (sala 1) gritando que entraria e mataria a todos, e batia com o revólver nas grades da janela. O desespero dos professores e funcionários foi total”, contou um representante da Apeoesp de Taboão.

Resposta da PM e Diretoria de Ensino

Em contato com um representante da Apeoesp subsede Taboão a reportagem do Jornal na Net teve acesso aos documentos da Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo e da Diretoria de Ensino de Taboão da Serra. As respostas em tom evasivo apontam que os problemas sofridos pelos professores estão longe de ser solucionados.

A Polícia Militar, por meio do Coronel, chefe de gabinete, Vicente Antônio, esclareceu que a infraestrutura do prédio, onde a escola está localizada favorece para que os crimes sejam cometidos, uma vez que configura, muro baixo, falta de iluminação e mato crescido.

De acordo com a corporação o policiamento foi intensificado nas proximidades, por meio do policiamento escolar, Rocam (Rondas Ostensivas com apoio de Motocicletas) e Força Tática, visando inibir os criminosos e garantir, por tempo indeterminado, a sensação de segurança e tranqüilidade aos professores e funcionários.

A Diretoria de Ensino, por meio da Dirigente Regional, Maria das Mercês, observa que o muro que cerca o prédio, possui tamanho ideal nos moldes da FDE (Fundação para Desenvolvimento da Educação).

A diretoria ressalta ainda que já instalou câmeras de segurança no estacionamento para inibir as ações dos bandidos, além de colocar portas e fechaduras nas salas de aulas, reforma na parte elétrica, entre outros.

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