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Velocidade de 60 km para ônibus reduz acidentes

Por | 23/04/2012

onibus

Karen SantiagoApesar do limite de velocidade ser estabelecido, moradores ainda reclamam da alta velocidade

Há três meses não são registrados atropelamentos e batidas de média e de grandes proporções na cidade de Taboão da Serra. Já as batidas de pequeno porte diminuíram em 35%. Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Transportes e Mobilidade Urbana do município, com exclusividade ao Jornal na Net.

A diminuição dos acidentes se reflete desde a implantação do limite de velocidade para os ônibus circulares definidos pela pasta, 60 km/h. O limite também é válido para os veículos pesados.

Na Rodovia Régis Bittencourt o limite de velocidade continua o mesmo, uma vez, que de acordo com a Secretaria, o Código de Trânsito Brasileiro estabelece que órgãos e entidades de trânsito municipais só podem alterar velocidade no âmbito de sua circunscrição. O limite de velocidade da via é definido pela Polícia Rodoviária. “Porém a velocidade da rodovia na entrada do município para ônibus e veículos pesados também é de 60km”,  afirma a nota.

Moradores de diversos bairros do município relataram à reportagem do Jornal na Net o medo que sentem quando ônibus circulares trafegam em alta velocidade pelas ruas de bairros. Segundo eles, mesmo com o limite estabelecido na parte de trás do veículo, em alguns momentos, os motoristas não respeitam a velocidade permitida e excedem os 60 km.

“Eles fazem curvas em alta velocidade e não respeitam o direito do pedestre no momento da travessia. Estou até esperando um acidente acontecer, porque realmente alguns motoristas não cumprem com a lei”, detalha Ivone, moradora do bairro Freitas Júnior.

Excesso de velocidade em Itapecerica

Os moradores que andam de ônibus em Itapecerica também sofrem com a alta velocidade que os motoristas trafegam. A principal reclamação fica por conta dos passageiros da empresa Miracatiba.

“O jeito que somos carregados é uma grande falta de respeito. Nos sentimos como um boi, dentro dos veículos, porque somos jogados de um lado para outro, e muitas vezes, até batemos nas barras de ferros, tamanha velocidade que eles dirigem”, relatam alguns passageiros.

A reportagem já flagrou o desrespeito com os passageiros. Uma das situações, muito grave, foi uma senhora de aproximadamente 60 anos, que com dificuldades de locomoção, desceu devagar no ponto e antes mesmo de estar segura no chão da rua, o motorista deu um tranco e a senhora caiu bruscamente no chão. Se machucando inteira.

O problema com o transporte municipal já foi reportado pelo Jornal na Net outras vezes, relembre aqui, aqui e aqui.


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