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Brasil soma cinco mortes não solucionadas de jornalistas

Por Edimon Teixeira | 19/04/2012

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Arquivo Jornal na NetSequestro relâmpago de jornalista foi solucionado em Itapecerica

O levantamento anual do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) sobre investigação de crimes contra profissionais de imprensa em função do ofício, divulgado nesta terça-feira (17/4), aponta que o Brasil é o 11º país do mundo em que os assassinatos de jornalistas mais ficam impunes. O País estava na 12º posição em 2011.

De acordo com o "Índice da Impunidade", elaborado anualmente pelo órgão, cinco mortes de jornalistas que ocorreram entre 2002 e 2011 ainda não resultaram em nenhuma condenação no país. Entre as principais causas do aumento da violência contra jornalistas no Brasil estão a corrupção política e o narcotráfico.

O pior país é o Iraque, onde 93 mortes no período não foram esclarecidas. Ele é líder desde a primeira edição do índice, em 2008. Entre latino-americanos, além do Brasil, também aparecem a Colômbia, com oito mortes impunes, e o México, com 15.

O relatório é publicado no momento em que o governo brasileiro tem sido criticado por não apoiar na 28ª sessão da bienal da Unesco, realizada no final de março, o rascunho do Plano de Ação da ONU sobre a Segurança dos Jornalistas.

Sequestro relâmpago

 

Exemplo recente de violência e crimes diversos que os profissionais que buscam cumprir a qualquer custo seu compromisso com o dever de informar, aconteceu com a jornalista Karen Santiago, do Jornal na Net (relembre aqui), em janeiro de 2012, enquanto fazia a cobertura dsobre alagamentos que acometiam a região.

Enquanto tirava fotos do ponto de alagamento no bairro Pinheirinho, divisa da cidade de Itapecerica com Embu das Artes, ela foi abordada e obrigada a entrar no seu veículo particular,enquanto era ameaçada de morte "caso ela não obedecesse" às regras impostas por eles, que era ficar quieta e entregar todos os seus pertences.

Depois de uma hora sob a mira d arma dos bandidos, a jornalista foi deixada em uma rua sem saídaem Embu das Artes.Sua máquina fotográfica profissional, gravador, computador, celulares e seus pertences pessoais foram juntamente com os criminosos. Os dois sequestradores foram presos, quando tentavam fazer outra vítima (reveja aqui).

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