Você está aqui: Página Inicial » Notícias » Cotidiano

Consumidores furtam cestinhas de hipermercado em Taboão

Por Edimon Teixeira | 10/04/2012

cesta

Karen SantiagoCestinhas de hipermercado estão sendo furtadas após proibição das sacolas plásticas

Menos de uma semana após os supermercados do Estado de São Paulo deixarem de fornecer definitivamente sacolas plásticas gratuitas para os consumidores (veja aqui), o hipermercado Extra, na região central de Taboão da Serra teve dezenas de cestinhas levadas do estabelecimento por clientes, depois do anúncio da nova legislação.

“Os próprios clientes levaram e o mercado não vai mais fornecer”, disse um funcionário. A reportagem não conseguiu falar com assessoria de comunicação do estabelecimento e preserva o nome dos colaboradores. “Infelizmente, o ‘jeitinho brasileiro’ está presente até quando a iniciativa é para o bem comum”, diz um repositor.

A medida entrou em vigor no dia 25 de janeiro, (recorde aqui) durando apenas oito dias. À época, após protestos, a Associação Paulista de Supermercados (Apas), o Ministério Público Estadual e o Procon-SP firmaram acordo para que as sacolas plásticas fossem fornecidas por mais 60 dias (relembre aqui). Prazo acabou na última quarta, 04/04.

A reportagem procurou pela Central de Atendimento ao Cliente (CAC) do hipermercado, onde confirmou a informação. “Eles (consumidores) levaram todas assim que o mercado avisou que não mais forneceria as sacolinhas”, disse uma atendente que afirmou também que o estabelecimento não fará a reposição das cestinhas.

A funcionária não disse quantas unidades foram levadas, nem o prejuízo gerado ao estabelecimento, mas alguns clientes já se sentem prejudicados com a ação. “Agora tenho que carregar as compras nas mãos até o caixa. Não vou usar um carrinho quando tiver de comprar apenas alguns itens”, disse a dona de casa Alice Santos, 38.

Já a assistente administrativo Camila Silva, 23, moradora do Jardim da Glória, vizinho ao hipermercado, cita a filosofia de vida do povo japonês como exemplo para o caso. “Isso com certeza não aconteceria se fosse em um país civilizado e de gente honesta como no Japão”, comparou. “O brasileiro precisa, sim, é tomar vergonha na cara”, criticou.

Comentários

As matérias são responsabilidade do Jornal na Net, exceto, textos que expressem opiniões pessoais, assinados, que não refletem, necessariamente, a opinião do site. Cópias são autorizadas, desde que a fonte seja citada e o conteúdo não seja modificado.