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Fim do uso da sacolinha plástica divide consumidores

Por | 3/04/2012

sacola

DivulgaçãoOpções serão de sacola biodegradável e caixas de papelão

Há um dia para o fim do uso da sacolinha plástica descartável nos supermercados das cidades de Itapecerica, Embu das Artes, Taboão da Serra, região e todo o estado de São Paulo, a reportagem do Jornal na Net ouviu os consumidores, após dois meses de adaptação e constatou que eles ainda dependem dela para carregar suas compras.

Poucos deles afirmaram que já se acostumaram sem ela e que preferem as sacolas reutilizáveis, biodegradáveis e até mesmo, caixas de papelão, que estão espalhadas em pontos específicos da maioria dos supermercados. A maioria dos consumidores ainda considera como principal opção as sacolinhas plásticas e não abrem mão delas.

“Tudo bem que a retirada delas de circulação é pela preservação do meio ambiente, mas ninguém pensou na dificuldade dos consumidores que utilizam como meio de locomoção com suas compras, motocicleta e ônibus, até mesmo a pé. Esse acordo prejudica a maioria dos consumidores. Estou aproveitando os últimos dias, para guardar o máximo de sacolas plásticas, porque tenho consciência que vai faltar”, comentou a dona de casa, Vilma.

Outros já se mostram adeptos à mudança. “Já estava me acostumando e colando a mão na consciência de que o planeta precisa de ajuda. Pra mim é mais fácil, tenho carro e caixas de papelão é a principal opção para quem não quer gastar com sacolas retornáveis”, observou Camila.

É na próxima quarta-feira, dia 4, que termina o prazo do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público, Procon e os supermercados em fevereiro. O pacto determinou o período de dois meses para o consumidor se adaptar e obrigar ainda os supermercados a venderem até agosto um modelo de sacola reutilizável por até R$ 0,59.

A Associação Paulista do Supermercados (Apas), afirma que 80% dos consumidores já aderiram à nova realidade das compras sem sacolinhas. “Vai ser muito tranquila essa passagem”, afirma João Sanzovo, diretor de Sustentabilidade da Apas.

A proibição do uso começou em janeiro. Os supermercados começaram a cobrar pela venda de sacolas biodegradáveis e os consumidores reclamaram das mudanças.

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