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Vereadores debatem aumento salarial e fim da CEI em Taboão

Por Sandra Pereira | 28/03/2012

camara

Sandra PereiraSessão é marcada por diversas discussões, entre elas aumento salarial

A Câmara de Taboão da Serra aprovou nesta terça-feira, 27, o reajuste do valor do Bolsa Aluguel para famílias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). O valor atual de R$ 250,00 foi reajustado para R$ 400,00. Além disso, os vereadores garantiram que o valor seja ajustado anualmente com base no Índice Geral de Produtos e Mercadorias (IGPM). O projeto foi de autoria do vereador Wagner Eckstein (PT), mas foi o vereador Paulo Félix (PSDB) que capitaneou o bônus do aumento.

Como nas últimas semanas a sessão foi longa e recheada de debates. Os temas predominantes foram o aumento salarial dos vereadores e o encerramento, com ares de enterro, da Comissão Especial de Inquérito (CEI) criada para apurar as fraudes na arrecadação de tributos da cidade e o crescimento da violência na cidade.

No uso da tribuna Paulo Félix mostrou novamente a liderança que exerce no MTST. Aplaudido pelas famílias que lotaram o plenário ele se solidarizou com o movimento e lançou um manifesto de apoio aos integrantes da ocupação Novo Pinheirinho, em Embu das Artes.

“Deus fez a terra e o diabo fez a cerca. Poucos ficaram com muito e muitos ficaram sem nada”, disse ao som de aplausos.

Falando para  quem critica as ocupações de terra feitas pelo movimento ele disse que “nenhum pai ou mãe coloca o filho embaixo de uma lona porque gosta”. “Estou votando R$ 400,00, mais ainda é pouco”, completou Paulo Félix.

Autor do projeto de aumento do Bolsa Aluguel Wagner Eckstein ressaltou a importância da destinação de áreas para construção de moradias populares e criticou empreendimentos que trazem pessoas de outros municípios para Taboão.

Em resposta à crítica velada Aprígio respondeu que fazer edifícios não é fácil.

Aumento de salários

Paulo Félix provocou os vereadores que votaram contra aumento e leu documento, que deveria ser assinado pelos vereadores que votaram contra o reajuste salarial, se recusando a receber o aumento, caso sejam eleitos.

Os dois pré-candidatos a prefeito Aprígio (PSB) e Wagner (PT) assinaram documento abrindo mão do reajuste salarial que a Câmara aprovou, com cinco votos contrários, inclusive dos dois.  “Votei contra e não quero o aumento. Sei o que votei. Sei onde estou e onde quero chegar”, afirmou Aprígio.

“Defendo que só haja aumento quando os servidores públicos forem contemplados também”, disse Wagner.

Ronaldo Onishi, Cido e Depieri também foram cobrados pelos pares em razão do voto contrário ao reajuste salarial a assinar o documento abrindo mão do reajuste salarial.

Noventa disse que teve a coragem de votar o aumento e que votaria novamente, como fez em 2008 e foi reeleito. Ele voltou a dizer que não é candidato a reeleição de vereador.

“Quem é que não quer ganhar mais? Quem não quer ter aumento? Vamos falar a realidade. Não fujo do debate. Sou homem de coragem e  já demonstrei que sou. Político tem que ganhar bem mesmo. Só nós sabemos o que gastamos para ser eleito. Porque essa cidade é assistencialista mesmo”, declarou Noventa.

Cido disse que não assinaria uma vez que estaria fazendo campanha antecipada. “Votei contrário. Mantenho a minha posição, mas não vou assinar documento nenhum”, sustentou Cido. “Vereador tem teto. Servidor tem piso”, completou.

Ronaldo Onishi também se recusou a assinar alegando que seria prepotência agir dessa forma, uma vez que a eleição ainda não aconteceu e  o reajuste aprovado refere-se à próxima legislatura.


Paulo Félix taxou de demagogo os vereadores que se recusaram a assinar o documento abrindo mão do reajuste salarial. “Essa Casa não pode passar  a opinião pública que aqui se votou imoralidade. A Lei Orgânica determina que os vencimentos tem que ser votados 120 dias antes da eleição”, lembrou Paulo Félix. “Votamos algo legal e constitucional. Vou responder na rua como fiz em relação ao IPTU e na crise”, adiantou.

Triste fim da CEI

Durante várias horas os vereadores usaram a tribuna para lamentar o triste fim da CEI, que após 10 meses de trabalho encerrou as atividades sem ter o relatório votado por falta de quórum. Os vereadores criticaram Cido, presidente e relator da CEI, afirmando que ele queria atrair holofotes e tentou conduzir os trabalhos sozinhos. Cido rebateu falando do compromisso que assumiu de dar uma resposta à cidade.

“O final dessa comissão é um réquiem e quero responsabilizar o Cido. Em novembro adverti que relatório tinha que ser fechado no auge da comissão. O que levou ao triste fim foi a sede de mídia, a vaidade. Infelizmente a vaidade se sobrepôs”, disse Paulo Félix.

“O encaminhamento do Cido foi errado. Ele quis ser tudo e ficou em nada”, criticou Noventa.

Tribuna popular

No uso da tribuna popular, Estanislau Szermeta, pré- candidato a prefeito de Taboão da Serra pelo Psol, relatou que dois assuntos predominam na cidade atualmente: o aumento salarial dos vereadores e o crescimento da violência. Ele também criticou a forma como foi encerrada a Comissão Especial de Inquérito (CEI) criada para apurar as fraudes na arrecadação de tributos em Taboão da Serra.

“A câmara não tem transparência. Votou aumento sem dizer o que estava votando e em bloco. Os vereadores não estão atendendo os anseios da população”, acusou.

Na defesa da instituição o presidente da câmara, vereador Macário, refutou as críticas e disse que o legislativo atua com transparência e respeito. “Essa Casa exige respeito”, disse Macário.
Olívio Nóbrega também saiu em defesa da instituição. Ele disse que o aumento é legítimo e é fixado para a próxima legislatura. “Nem os relógios trabalham de graça”, sentenciou.



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