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Câmara muda áreas de ZEIS e favorece construtoras

Por Sandra Pereira | 19/10/2011

moradia

Sandra PereiraIntegrantes dos movimentos de moradia de Taboão mostram área modificada por emenda dos vereadores Macário e Noventa Galeria de Fotos

Com os vereadores divididos e os integrantes dos movimentos de moradia exaltados a Câmara Municipal de Taboão da Serra aprovou nessa terça-feira, 18, várias emendas ao Plano Diretor da cidade alterando o zoneamento da Área de Interesse Social nº7 localizada na rua Cesar Simões, no Jardim Helena, uma das mais importantes áreas de interesse social do município.O local passou a ser denominado Zona Mista.

 A mudança de nomenclatura da área, uma das últimas da cidade, permite a sua venda para empresas do segmento habitacional e retira a obrigatoriedade delas darem contrapartida à cidade, a chamada outorga onerosa. 

A área tem 80 mil metros quadrados e já foi ocupada pelo MTST três vezes. Os movimentos de moradia de Taboão ainda não tinham projeto para utilização do terreno.

A aprovação das emendas mudando o zoneamento revoltou os representantes dos movimentos de moradia da cidade, cuja maioria é militante do Partido dos Trabalhadores. Vários deles acabaram batendo boca com o presidente da Câmara, vereador José Macário, um dos autores do projeto. Houve vaias e gritos de protesto contra ele. Wagner Eckstein (PT) votou contra as emendas assinadas por Macário e Valdevan Noventa. 

A votação rendeu um amplo debate entre os vereadores. Mais o que acabou marcando a sessão foi o embate entre Macário e os militantes do PT que chegaram a ameaçar levá-lo ao Conselho de Ética do partido, sob a acusação de que Macário votou contra os trabalhadores da cidade. No mesmo tom de indignação outros presentes protestavam alegando que a mudança deveria ser debatida em audiência pública de revisão do Plano Diretor.

“Ele está votando por ele, e, não pelo PT. Vamos discutir isso internamente no partido. Macário como você vai pedir voto de trabalhador depois de acabar com o direito deles de ter uma casa?”,  repetiam os integrantes dos movimentos de moradia.

Na mesma sessão os vereadores aprovaram o  projeto 025/2011 de autoria do Executivo, alterando a destinação de um terreno no Jd. Monte Alegre para a construção do Senac. O local era indicado no Plano Diretor como zona residencial.

Desde o começo da votação o vereador José Aparecido Alves, o Cido declarou voto contrário ao projeto alegando que ele precisava ser debatido já que muda o futuro da habitação na cidade. O vereador Paulo Félix também votou contra o projeto de mudança da área.


17º

Regina Martins

Participo de um Movimento Habitacional e nem por isso invadimos terrenos algum. A área onde esta localizado o terreno era zona industrial e foi mudado para zona residencial para poder construir apartamentos residenciais para pessoas de baixa renda que não conseguem financia mento na CEF, uma vez que só a classe média consegue crédito. Nós, assalariados, temos direito a moradia e em lugares decentes para criarmos nossos filhos. Porque devemos ser excluídos? Por que devemos ficar nas periferias abandonados por tudo e por todos? Chega de preconceito!! Chega de exclusão!!! Chega de hipocrisia!!! E chega de corrupção!!!! Com certeza, esses vereadores que foram eleitos com os votos das classes mais baixas, já conseguiram suas casas próprias e agora não se importam com mais nada. Pará que se preocupar?? Já conseguiram o que queriam!!! Os interesses agora são outros!!!!!

16º

Antonio Pereira

Amigo Damião, se os movimentos não invadem e somente compram, porque querem aquela área do Jd Helena? Se os movimentos compram as casas, basta irem até a agência da CAIXA e fazer um financiamento, não entendo o que o MST está tentando articular? Mil vezes apartamentos organizados e regularizados, pagando IPTU do que barracos amontoados se fazendo de moradia.

15º

Damião

Antonio P. o Sr. não tem conhecimento dos movimentos de moradia, os mesmo não invade e sim compram,e morar é um dreito de todos,não é porque alguém tem sua casa propia, que tenha o direito de fazer á critica a quem luta pelo mesmo objetivo. LAMENTAVEL Sr. ANTONIO.

14º

Maria

Errado Julia. Quem colocou aquela e outras areas como Zeis foi a Angela Amaral e seus aliados petistas. Nós moradores da cidade quariamos algo mais compativel com o entorno e com a valorização do municipio. Taboão já tem areas de zeis demais, e isso pq brigamos e e pedimos para termos areas de uso para todos; residencia, industria etc. Lembra a Área do Osvaldinho era indusrial e foi transformada em Zeis. É coerente, trocaram uma pela outra.

13º

Maria

É justo, qdo tranformam areas residênciais e industriais em ZEIS ninguém reclama, aplaudem, qdo é o contrario fazem esse escandalo. Ou será que os teus filhos vão morar num apto de 40m2?

12º

Julia

Participei da construção do Plano Diretor Participativo em 2005/2006 e a lei aprovada pela Câmara é bem clara quanto à sua modificação. As discussões da época foram realizadas com base na sustentabilidade do Município e não em seu inchaço sem infra-estrutura. Discordo do companheiro que disse que a classe média não precisa de saúde e educação pública de qualidade, pois havendo recessão a demanda vai parar no serviço público que já é insuficiente para atender a demanda do próprio Taboão e só quem precisa conhece a dificuldade. Esse ano deveria haver a revisão do plano, com plenárias públicas, pois só assim pode haver legalidade para a modificação do Plano Diretor, pois é isso que prevê o estatuto das Cidades e a própria lei municipal 132/2006. O que estamos assistindo é a modificação ao bel prazer dos vereadores visando beneficiar o poder econômico e não a população de Taboão da Serra. Precisamos ficar atentos, pois mudanças não ocorreram somente nas Zeis, que foram mapeadas em 2006 visando minimizar o déficit de moradia popular em Taboão da Serra. Essa mudança foi a noticiada, mas houveram mudanças em algumas Zonas de Preservação Ambiental que foram transformadas em Zonas Mistas. O problema de moradia é real para pessoas que aqui estão. O problema ambiental é urgente, pois não temos áreas verdes e as poucas que temos estão sendo objeto de especulação imobiliária o que compromete a sustentabilidade do Município. Prá bom entendedor meia palavra basta... as alterações são pontuais, ilegais, imorais e inconstitucionais...

11º

Julia

Participei da construção do Plano Diretor Participativo em 2005/2006 e a lei aprovada pela Câmara é bem clara quanto à sua modificação. As discussões da época foram realizadas com base na sustentabilidade do Município e não em seu inchaço sem infra-estrutura. Discordo do companheiro que disse que a classe média não precisa de saúde e educação pública de qualidade, pois havendo recessão a demanda vai parar no serviço público que já é insuficiente para atender a demanda do próprio Taboão e só quem precisa conhece a dificuldade. Esse ano deveria haver a revisão do plano, com plenárias públicas, pois só assim pode haver legalidade para a modificação do Plano Diretor, pois é isso que prevê o estatuto das Cidades e a própria lei municipal 132/2006. O que estamos assistindo é a modificação ao bel prazer dos vereadores visando beneficiar o poder econômico e não a população de Taboão da Serra. Precisamos ficar atentos, pois mudanças não ocorreram somente nas Zeis, que foram mapeadas em 2006 visando minimizar o déficit de moradia popular em Taboão da Serra. Essa mudança foi a noticiada, mas houveram mudanças em algumas Zonas de Preservação Ambiental que foram transformadas em Zonas Mistas. O problema de moradia é real para pessoas que aqui estão. O problema ambiental é urgente, pois não temos áreas verdes e as poucas que temos estão sendo objeto de especulação imobiliária o que compromete a sustentabilidade do Município. Prá bom entendedor meia palavra basta... as alterações são pontuais, ilegais, imorais e inconstitucionais...

10º

Neco

Transito vai ter de qualquer maneira .Quem vai morar lá não vai reivindicar por creche, escolas , saúde , pois são de classe média. Vão contribuir mais do que usar, ajundando a cidade já é carente demais... Apoio a aprovação do projeto , mas não votaria em nenhum desses camaradas.

Joyce Mourão

As pessoas que opinam sobre os projetos de moradia popular, realmente não deve conhecer o projeto a fundo ou é muito egoísta mesmo!! Isso não é dado a ninguém, todos pagam por essas moradias de acordo com suas possibilidades. Todos trabalham e tem suas rendas, mas nem sempre com possibilidades de comprar imóveis de projetos de construtoras privadas, então, passem a conhecer melhor os projetos e as pessoas que estão envolvidas nele, porque ninguém ali tá querendo tomar nada que é de ninguém e também não tá querendo nada de graça!!!! Esse projeto é o mínimo que o governo pode fazer para dar oportunidade de uma cidadão poder comprar o seu imóvel com esse salário mínimo que temos nesse País e poder viver com um pouco mais de dignidade!!!

Maria das Graças

Isto é uma covardia com os movimentos de moradia, em apenas uma votação estes que dizem representantes destroem uma conquista da população ter uma moradia digna, temos que divulgar estes vereadores:Macário, Olivio,Queiroz,Fausta,Aprigio,NOventa,Walter Paulo,Tales Franco e Vereador Onish, o povo merece uma explicação.

Souza

É bom lembrar que este tipo de progresso é bom para todos, tanto para valorização de imóveis como a busca por melhores recursos para a cidade, comparem os empreendimentos novos do Taboão com a invasão promovida por Paulo Felix & cia no São Judas e Vila Indiana, formou-se um aglomerado de casas sem nada de infra estrutura, muito menos a possibilidade de atrair recursos para o local, o resultado todos nós já sabemos, já na Estrada do São Francisco em breve teremos novas linhas de onibus , o metrô a UPA e tantos outros beneficios basta o povo votar certo e cobrar os seus direitos.

Mauricio Lourenco

O comentário 1 e 2, trata de coisas diferentes da emenda aprova, estamos falando de moradia para famílias de até 3 salários mínimos, não de invasões, estamos falando da possibilidade do programa "minha casa minha vida", hoje, 80% das famílias que não conseguem a aquisição da casa própria estão nessa faixa de renda. Agora, respeito a opinião, mas sabendo de que lado essas pessoas estão, talvez, tenham casa própria assim pra eles os outros que se virem... Acham que que taboao ser um grande "condomínio fechado", depois ficam reclamando do trânsito, falta de vagas nas creches, postos de saude etc...

FABINHO DO RECORD

PARABÉNS AO MACÁRIO. CHEGA DE BAGUNÇA NESTA CIDADE. JÁ TEMOS PROBLEMAS DEMAIS EM TS E AGORA ESTÃO QUERENDO INVADIR TERRAS PARA GANHAR CASA GRÁTIS????? TRABALHEM E COMPREM SEUS IMÓVEIS.

Filipe barra

Vergonhosa essa votação, já lotearam toda avenida Sao Francisco com empreendimentos milionários e sem nenhuma infraestrutura, escolas, creches, pronto socorro, já estão saturados e ainda vão construir mais prédios na região. O metro vai ter que chegar ate lá ou do contrário ninguém vai conseguir chegar ou sair de casa por causa do trânsito!

Mauricio Lourenco

O que aconteceu ontem foi um absurdo, um petista tirar a possibliddade de habitacão social sem dizer porque. Quase não acreditei que a infame emenda era do presidente da camara e do pt, sr. José Macário, mas será julgado pelo povo e, enquanto eleitor e militante farei questão usar isso contra ele, seja lá onde for, tolerância tem limites!!!!

Antonio Pereira

Finalmente assisto uma votação que pareceu ser coerente com a cidade. Esse negócio de invadir terreno com rótulo de movimento popular é tudo balela. Aquela área do Jd Helena é particular e não vi nenhuma placa de vende-se por lá. Sou contra qualquer tipo de invasão de propriedades, parabéns aos vereadores que votaram favoravel a este projeto.

Maria

Já temos areas de zeis demais. assim acabam as invazões ILICITAS e os custos de reintegração, As áreas tem vocação propria e essa ao lado do Jd das Palmas e Umarizau, não é ZEIS.

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