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Moradores sem água e rede de esgoto em Itapecerica

Por | 6/10/2011

esgoto

Karen SantiagoMoradores convivem com esgoto a céu aberto e falta de água em bairros de Itapecerica

Moradores do Parque Paraíso, rua Nove de Julho convivem com esgoto a céu aberto, já os do Crispim, no Jardim Jacira / Santa Júlia enfrentam mais de 20 dias a torneira sem uma gota de água. Além desses problemas, as ruas da cidade que receberam reparo na rede de água e esgoto, serviço também prestado pela Sabesp, são motivos de diversas reclamações, uma vez que “não são fechados. Um monte de gente cai em meio a tantos buracos”, afirmaram moradores durante uma manifestação no Distrito do Jacira.

O cheiro ruim e o esgoto a céu aberto tomaram conta de um trecho da rua Nove de Julho. Essa não é a primeira vez que a situação se repete, segundo os moradores. A reportagem em fevereiro, já foi ao local fazer uma matéria. Na época, moradores realizaram manifestação e fecharam a rua, chamando atenção de autoridades municipais e da Sabesp. Confira: http://www.jornalnanet.com.br/noticias/2072/moradores-de-itapecerica-sem-rede-de-esgoto

Mais uma vez a reportagem foi chamada e a situação é idêntica. Água suja “brotando” da tampa de esgoto. Pedaços de madeira, cadeiras e diversos objetos foram usados para tentar conter o esgoto e servir de aviso aos motoristas e pedestres.

“Em época de chuva a rua chega a alagar, tamanha quantidade de esgoto e água que se acumula. Desta vez só não encheu porque o esgoto está escorrendo para a boca de lobo”, disse Genildo Neves, morador da rua há 20 anos. Segundo ele, o problema é frequente desde quando “disseram que iam canalizar”, afirmou.

A senhora Lourdes Gonçalves, de 71 anos, ressaltou que há três meses, o esgoto “vaza direto. Eles (Sabesp) vêm ao local, usam uma mangueira para esvaziar e a abre outra vez. Sofremos com muitos ratos aqui, só eu gastei uma fortuna com veneno de rato”, frisou.

“Quero saber o que está acontecendo com Sabesp no Crispim, estamos sem água já faz 20 dias que não sobe uma gota de água na caixa. Compramos água para beber. Tenho criança pequena em casa.

As roupas eu tive que levar para a casa da minha mãe para conseguir lavar, lá no Jabaquara. A louça está subindo no teto. Eu quero toma banho. Socorro! Pelo amor de Deus nos ajude, pois já tivemos até que arrumar um caminhão pipa junto aos outros vizinhos para colocar água na caixa para uso pessoal”, afirmou desesperada, Carmo Santos, moradora do Crispim em comentário enviado ao Jornal na Net.

Na sessão desta quinta-feira (06) da Câmara Municipal, o vereador José Maria (PT) usou a tribuna para criticar mais uma vez o serviço prestado pela Sabesp no município e propôs uma solução para o problema. “Se esse contrato com a Sabesp, de cinco anos, não for renovado, poderemos criar a nossa própria Autarquia da Água”.

 

Sabesp responde

Em relação à falta de água no bairro Crispim, Jardim Jacira / Santa Júlia, a Sabesp informou que a região em questão é considerada como área intermitente sendo abastecido durante um período do dia e que o crescimento rápido e desordenado gerou muitas ligações irregulares que contribuem para o desabastecimento. 

De acordo com a nota, a solução definitiva virá com as obras da 2ª etapa da nova ETA de Embu-Guaçu investimentos totais de R$ 7 milhões.

“Esta nova etapa da ETA vai produzir mais 100 litros por segundo, integrando-se ao sistema metropolitano de água e beneficiando todo município de Embu-Guaçu e a região do Jacira em Itapecerica da Serra, totalizando 120 mil pessoas. O prazo de conclusão das obras está previsto para fevereiro de 2012. A 1ª etapa, que teve um custo de R$ 3,1 milhões, já foi concluída e aumentou em cerca de 32 litros por segundo a oferta de água para o município, beneficiando 40 mil pessoas”, explica a nota.

Quanto à situação do esgotamento sanitário, a Sabesp observou que a rua Nove de Julho é provida de rede oficial de esgoto. Os esgotos coletados são encaminhados para tratamento na Estação de Tratamento de Esgoto de Barueri. Alguns imóveis, ainda não estão conectados à rede coletora.

De acordo com a Sabesp, neste caso específico as água de lavagem de quintal, de tanques, de pias, chamadas águas servidas, que deveriam ser esgotadas pelas galerias de águas pluviais, estão sendo encaminhadas indevidamente para a rede coletora de esgoto, que não está, segundo a nota, dimensionada para receber tal volume de água, e causam, além das infiltrações, o aumento da ocorrência de obstruções na rede.

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