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Vereadores cobram abertura do Liceu em Taboão

Por Sandra Pereira | 21/09/2011

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Arquivo do Jornal na NetPolêmica sobre a suspensão das atividades do Liceu chegou à Câmara Municipal

Os vereadores de Taboão da Serra saíram em defesa dos profissionais e dos alunos dos cursos oferecidos pela Secretaria de Cultura. A suspensão das atividades do Liceu de Artes municipal por 30 dias, o atraso no pagamento dos profissionais contratados por meio das Ongs para ministrar os cursos e o afastamento deles durante a sindicância aberta para apurar os problemas na pasta foi amplamente criticada pelos vereadores. Eles aprovaram um requerimento cobrando soluções e o retorno das aulas sem prejuízo aos alunos.

“Não é possível que uma sindicância já seja aberta punindo as pessoas. A suspensão das atividades, ou não, deve se dar ao fim da sindicância. Desse jeito é como se os professores ou os funcionários tivessem cometido falcatruas”, disparou o vereador Paulo Félix.

Ele lembrou que esteve na inauguração do Liceu e disse que o espaço seria motivo de orgulho para a cidade e o país. “O Liceu foi concebido para ser orgulho da cidade e agora está paralisado. A sindicância podia até propor a paralisação das atividades, mas tinha que investigar primeiro. Infelizmente isso mostra o despreparo da vice-prefeita e secretaria de Cultura de Taboão”, acusou Paulo Félix, enquanto ele criticava a vice-prefeita, na platéia alguém gritava que a culpa da suspensão das atividades da pasta era da polícia.

O vereador Alexandre Depieri defendeu a investigação na Secretaria de Cultura e propôs a aprovação de uma moção de apoio com a finalidade de garantir o retorno às aulas.

O vereador Wagner Eckstein saiu em defesa da vice-prefeita e Secretaria de Cultura, Márcia Regina, e revelou que a sindicância e a suspensão das atividades do Liceu foi determinação do prefeito Evilásio Farias. 

Já o vereador Dr. Ronaldo Onishi cobrou o pagamento dos salários atrasados dos profissionais que prestavam serviço para a Secretaria de Cultura de Taboão, e, estão há dois meses sem salários. Vários deles estão amargando sérias dificuldades para sobreviver sem os seus vencimentos.

Mais um protesto


No próximo sábado, dia 24, a partir das 14h horas, artistas e arte-educadores do movimento Pró-Cultura Taboão, na praça Nicola Vivilechio, se reúnem visando cobrar o retorno imediato das atividades do Liceu de Artes Municipal, Escola de Música, Escola de Bailado, Escola de Teatro e Escola de Circo. “A população não pode ficar à mercê das circunstâncias e deixar de ter esses importantes equipamentos sociais. Convidamos todos os alunos, pais, professores, lideranças comunitárias, artistas e a população em geral para a luta pela manutenção do Liceu de Artes Municipal e seus 26 pólos de cultura”, afirma a nota divulgada pelo movimento.

O movimento reafirma a confiança na justiça e defende que é preciso buscar alternativas viáveis para a continuidade do programa de cultura popular e “não simplesmente fechar as escolas públicas de arte da cidade por problemas quaisquer que sejam, pois a população não pode ficar refém das contingências externas no sentido de impossibilitar o acesso a serviços essenciais como educação, saúde e cultura que a constituição brasileira obriga o estado a garantir”, afirma a nota.

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