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1º dia Zona Azul de Taboão: ruas vazias e dúvidas

Por | 19/09/2011

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Karen SantiagoRuas vazias, reivindicações e muitas dúvidas marcaram 1º dia da cobrança da Zona Azul

A cidade de Taboão da Serra amanheceu mais vazia nesta segunda-feira, dia 19 de setembro. Diversas ruas que contam com os parquímetros, instalados para o funcionamento da Zona Azul na cidade disponibilizavam de muitas vagas para estacionamento de veículos vazias. Inicialmente o município possui 822 vagas para carro e 21 para motos. A cobrança, que começou oficialmente nesta segunda, funciona de segunda à sexta-feira, das 8 às 18h e aos sábados, das 8 às 17h, e nos feriados em horários especiais.

Dúvidas de funcionamento dos parquímetros, insatisfação dos motoristas, comerciantes e moradores das ruas marcaram o primeiro dia do assunto mais comentado da cidade a cobrança da Zona Azul.

Alguns motoristas sem saber exatamente como seria o procedimento, decidiram vir de ônibus para Taboão como é o caso de Romeu Ferreira, 33 anos, chefe de produção.

“Deixei meu carro em casa porque não sabia quanto tempo ia demorar a fazer a homologação. Se fosse demorar muito, teria que sair da fila, como no Atende, para colocar outro papel de autorização para estacionamento. Na minha opinião este serviço só serve para arrecadação do Consórcio e Prefeitura”, opinou.

Para o advogado Luciano da Silva, morador de Taboão há 32 anos o estacionamento além de ser muito caro, “poderiam cobrar R$ 5 à hora, por exemplo, em vez de cobrar picado, meia hora tanto e etc” é prejudicial para o morador das ruas que contam com o serviço (parquímetro).

“Tenho dois carros, só um cabe na garagem. O outro deixava na rua. Agora não posso mais deixar. Essa cobrança de Zona Azul tirou a privacidade dos moradores, que tiveram sem nenhuma autorização, a frente da sua casa (Elisabeta Lips) com faixas de estacionamento”, reclamou.

O Advogado também frisou à reportagem que visitou diversas ruas que contam com a cobrança, a dificuldade de motoristas no uso do equipamento. A professora da rede municipal, Francisleire apesar de achar prático e justo o serviço, reclamou da demora no pagamento e impressão do papel que autoriza o estacionamento.

“Acho que isso está acontecendo porque é a primeira vez que utilizo. Para melhorar, na minha opinião, eles deveriam organizar o pagamento somente de quanto tempo a pessoa fica na vaga, nem mais e nem mesmo. Porque pelo que entendi, se o período que solicitei ultrapassar, preciso parar o que estou fazendo, sair do local, por exemplo, banco como hoje, para colocar mais meia ou uma hora”, completou.

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Professora utiliza com algumas dúvida o parquímetro

Os comerciantes ao redor dos parquímetros instalados também reclamaram da mudança. Segundo eles, dificulta o estacionamento para os clientes, “rouba” vaga que era exclusiva de seu comércio, além de afastar os clientes, que só freqüentam o comércio com seus veículos.

“Estes oito comércios próximo a prefeitura ficaram prejudicados. Uma vez que em vez do motorista parar o carro na Zona Azul, utiliza do meu estacionamento, que é exclusivo do cliente para estacionar. Hoje já teve até discussão”, explicou o comerciante há 12 anos do local, Paulo Sérgio.

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Comerciante reclama das vagas "roubadas"

Os comerciantes em torno da Praça Luiz Gonzaga, no bairro Pirajuçara, também foram categóricos em afirmar que as mudanças atrapalharam o comércio em geral. “Dá para se notar com a quantidade de vagas vazias, né? Além disso, não posso mais parar meu carro na rua, porque preciso tirá-lo de dentro da loja para abrir, pois posso ser multada. Não sei o que fazer”, afirmou Sr. Jeremias.

“Para a gente que mora e trabalha está difícil, porque precisamos dispor de R$ 25 por mês. É diferente quem estaciona para ir ao banco. O número de clientes diminuiu e não tenho mais lugar para estacionar meu caro, preciso pagar”, finalizou o cabeleireiro, Edgar de Souza Alves, 41 anos.

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Comércios em torno da Praça Luiz Gonzaga também reclamam da Zona Azul

Segundo uma das operadoras do parquímetro, encontrada pela reportagem em um dos lugares visitados, muitos motoristas não apresentaram dúvidas no modo de utilizar o equipamento e ainda afirmou que o número de carros diminuiu nas ruas da cidade com o início da cobrança.

O período mínimo de estacionamento é de 30 minutos (R$ 1,00) e o máximo de 2 horas (R$ 4,00), após utilizar o período máximo, o usuário deverá procurar uma outra vaga. A tolerância de permanência é de 5 minutos e o usuário terá 24 horas para pagar a tarifa de pós-utilização para não ser multado.

As motos não pagam tarifa, porém devem estacionar nas áreas especialmente destinadas a elas (total de 21 vagas). Não podem utilizar as vagas do estacionamento rotativo. Os monitores do Consórcio não aplicam multas, esta função é feita pelos agentes de trânsito da Prefeitura.

O município conta com os parquímetros no Centro, Prefeitura, Pirajuçara e Fórum – Parque Pinheiros. Os equipamentos além de disponibilizar os cartões com permissão para estacionar, recebem 6% do valor arrecadado. O motorista que estacionar sem o cartão está sujeito a multa prevista no código de trânsito brasileiro.

Em relação ao valor a ser pago nos cartões, se o horário for ultrapassado, o motorista será notificado a pagar no período de 24 horas um valor de R$ 20 na própria máquina ou na sede da Zona Azul (na rua Cesário Dau, 506 – Jardim Maria Rosa), caso o valor não seja pago, o motorista receberá uma multa e de quebra três pontos na carteira.

Confira nota oficial do Consórcio:
http://www.jornalnanet.com.br/noticias/3402/consorcio-divulga-nota-sobre-1º-dia-da-zona-azul

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