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Desapropriações do Rodoanel causam transtornos em Itapecerica da Serra

Por | 27/11/2009

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José Victorio Bondezan diz que sua casa foi desapropriada e foi retirado dela por policiais 

O trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, que deveria trazer solução para o trânsito tornou-se um problema para quem reside próximo à obra. As desapropriações feitas na região estão deixando os moradores atingidos revoltados com a situação.

O ajudante geral José Victorio Bondezan denuncia que “quando o prazo de despejo se concretizou, policiais pararam na frente de casa, com cassetetes e revólveres e colocaram a minha família para fora, a força”. Essa foi à experiência que José Victorio precisou passar por ter a casa desapropriada devido às obras do rodoanel antes mesmo de ser indenizado pela desapropriação.

Quando ficou decidido definitivamente onde o trecho passaria os responsáveis pela obra procuraram José Victorio para definirem quando a casa teria que ser abandonada pelos moradores. José Victorio afirma que foi informado com antecedência de dois anos, mas não deixou a casa antes porque estava aguardando pelo menos um pouco do dinheiro da indenização.

O ajudante geral conta que após o despejo foi morar de aluguel no bairro do Valo Velho / SP com o seu próprio dinheiro. “Aguardei no mínimo seis meses para ser ressarcido, enquanto isso permaneci morando de aluguel e muitas vezes não tínhamos condições de uma comida um pouco mais completa, pois o dinheiro que gastaríamos na alimentação estávamos utilizando para o pagamento do aluguel”.

José Victorio e suas irmãs têm por direito cinco casas e mais um galpão de 300 m² que ganhou de herança de seu pai que faleceu há alguns anos atrás. Ele conta que na antiga casa além de viver com sua mulher e filha ele tinha que dividir o terreno também com a sua mãe e com as suas irmãs. Para ele por um lado comprar uma nova casa em outro lugar foi bom por que assim evita pelo menos um pouco as brigas e rixas que existiam entre a sua mãe e irmãs em relação a sua mulher.

A Dersa que é responsável pelo pagamento da indenização das famílias que tiveram suas casas desapropriadas devido à obra pagou o morador José Victorio. Mas esse pagamento não foi integral garante o ajudante geral José Victorio: “As cinco casas deveriam ser indenizadas, mas somente duas foram. Quando as outras três casas começaram a trincar, eles mandaram ajudantes da obra para reformá-las, mas elas novamente tiveram o mesmo problema”.

Com o dinheiro das duas casas ele conseguiu construir uma boa casa e hoje em dia possui até um carro próprio. “Se não fosse os transtornos e as outras três casas não indenizadas com certeza estaria muito feliz” garante o ajudante geral.

O contato com a Dersa é freqüente segundo José Victorio, mas a procura pelos responsáveis não está resolvendo nada, foi por este motivo que o morador decidiu entrar com um processo contra eles “Tenho por direito todo o restante da indenização, eles disseram que garantem que o restante do ressarcimento acontecerá somente quando a obra terminar e isso eu não acho certo, pois a obra somente ficará pronta em 2010”.

Existem duas opções de escolhas para quem tem sua casa desapropriada uma delas é a indenização em dinheiro e a outra é morar em uma casa na Unidade Habitacional (CDHU).

Mas a segunda opção de escolha somente pode acontecer se os moradores das casas que serão desapropriadas não tiverem todos os documentos da casa, portanto quem tiver a documentação completa da casa, tem a opção da indenização em dinheiro.
Esse foi o caso da moradora do bairro Branca Flor Vera Lucia Cruz que também teve sua moradia desapropriada e com isso passou por grandes transtornos.

Sem opção de escolha a dona de casa de 41 anos Vera Lucia Cruz teve que aceitar 20% a menos do valor que sua casa valia. “A minha casa vale de 200 mil a 220 mil reais e a Dersa somente me pagou 160 mil reais”.

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