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Facebook tem campanha por Embu das Artes

Por Sandra Pereira | 6/04/2011

embu

Karen SantiagoGrupo do Facebook faz mobilização pelo sim

A mobilização em torno da oficialização do nome Embu das Artes chegou ao Facebook. Há várias semanas o grupo denominado de Embu das Artes todo mundo quer! Plebiscito anda fazendo barulho na internet.

Centenas de participantes diariamente postam comentários justificando porque vão votar sim no dia 1º de maio. Eles acreditam principalmente que a oficialização do nome Embu das Artes é um reconhecimento à cidade e sua estreita vocação com a arte e os artistas.

Pessoas comuns, funcionários públicos, políticos, lideranças, jovens e profissionais de várias áreas de atuação aderiram voluntariamente à campanha pelo sim.

No grupo do Facebook, uma participante contrária a mudança de nome vem fazendo os que defendem a ideia se mobilizar cada vez mais em favor do sim. Argumentos como a participação ativa dos artistas na cidade e a existência há 42 anos da Feira de Artes e Artesanato são recorrentes.

No dia 24 o prefeito Chico Brito falou para a TV Câmara paulistana sobre o início do processo que levou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) a confirmar a realização da eleição que poderá oficializar ou não o nome da cidade como Embu das Artes.

O prefeito explicou que confusões com endereços da vizinha Embu-Guaçu e o reconhecimento da identidade artística de Embu são algumas das razões para a oficialização do nome da cidade.

Eng. Claudio Dias

NO PLEBISCITO O ENGENHEIRO VOTA NÃO DE EMBU “A CIDADE DAS ARTES” PARA “EMBU DAS ARTES” A polêmica em torno da mudança do nome do nosso município de “Embu” para “Embu das Artes”, objeto de plebiscito no próximo dia 01 de maio, para tornar-se efetiva, merece algumas considerações. A vocação artística da cidade de Embu começou a projetar-se em meados do ano de 1937, quando Cassio M’Boy, santeiro da nossa cidade, ganhou o primeiro prêmio na Exposição Internacional de Artes Técnicas em Paris. Na memória histórica da nossa cidade figuram mais nomes importantes, como Solano Trindade, o poeta do povo, Tadakio Sakai, Mestre Assis e tantos outros, que elevaram a Embu ao status da “cidade das artes”. Contudo, foi no final dos anos 60 e início dos anos 70, que Embu toma outra conotação artística e passa a ser pólo de atração para os “hippies”, que expõem seus trabalhos de artesanato no largo da matriz, nos finais de semana, dando a origem à atual Feira de Artes e Artesanato da nossa cidade. Entretanto, andando hoje pela feira, o que encontramos são produtos manufaturados que seriam mais adequados se expostos em vitrines de lojas populares, como as da Rua 25 de Março. Nesse contexto, não há o que se falar em exposição de artes a não ser dos trabalhos em madeira e barro, do artesanato natural da nossa cidade, dos trabalhos em tecidos, dos móveis rústicos, antiquários, etc., que não estão expostos diretamente na feira e sim, nas galerias, nas lojas espalhadas no centro histórico, que fazem da nossa cidade um grande ateliê. Esses poucos artistas que restaram na cidade não tem tido o apoio efetivo e merecido do poder público local. Ademais, com a construção do Rodoanel, a nossa cidade vem recebendo um aumento considerável de turistas e, infelizmente, mais uma vez o poder público municipal não investiu em obras de infra-estrutura para receber com um mínimo de conforto os nossos visitantes. Ruas e avenidas esburacadas, falta de estacionamento e o principal acesso à cidade, próximo ao Rodoanel, pela Rodovia Regis Bittencourt, é péssimo, o que causa congestionamentos, colocando em risco a vida das pessoas. A rede de hotelaria é deficiente e os poucos hotéis e pousadas existentes não apresentam o conforto necessário para abrigar o turista que queira pernoitar em nossa cidade. Faltam atrativos noturnos como, por exemplo, circuito cultural (shows, músicas ao vivo, corais, peças teatrais, etc.) além, é claro, de cardápio gastronômico para despertar o turista a visitar a noite embuense. Se levarmos a discussão para o âmbito social a situação fica ainda mais grave, devido à constante falta d’ água e de energia elétrica na cidade. Falta investimento na saúde pública, a educação básica é uma das piores do nosso estado, como mostram os dados do IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica da rede Municipal, cujo índice apontado ficou abaixo dos municípios vizinhos (Cotia, Itapecerica da Serra e Taboão da Serra). Além do mais, falta saneamento básico e moradia digna ao nosso povo, falta segurança, falta transporte urbano, falta emprego, falta investimento na área de infra-estrutura e, também, a falta de respeito do poder municipal com as questões ambientais do nosso Município com as recentes autorizações dos aterros em nossa cidade, destruindo a fauna, flora e os recursos hídricos, principais riquezas da nossa região, ou seja, falta tudo no Embu desde o respeito do poder público municipal com as questões ambientais da nossa cidade até o respeito com as questões sociais básica do nosso povo. Outra questão não menos importante é a preservação da memória histórica do Embu, constantemente desrespeitada pelo poder público local, especificamente, falando do centro antigo, que foi totalmente descaracterizado com a implantação de sinalização de mau gosto e com a troca dos antigos postes de ferro estilo colonial por iluminação moderna e, mais uma vez, de péssimo mau gosto. Por essas e outras razões, não há neste momento propositura, por parte do poder público municipal, que justifique agregar em seu nome o slogan publicitário “Cidade das Artes”, pois como vemos, há muito que se fazer pela cidade em termos de respeito com o meio ambiente, de melhoria social a seu povo e de infra-estrutura adequada ao turista, que possa motivar a alteração do seu nome elevando-a ao status de “Cidade das Artes”, que, neste momento, além de onerar os cofres públicos, irá gerar custos e transtornos desnecessários à nossa população. Diante do quadro apresentado, não é a mudança de nome que irá garantir novos investimentos e mais benefícios sociais para a nossa região. O povo precisa ser alertado de que nome de cidade não dá cidadania para ninguém. O que garante a cidadania é o acesso da população a melhores condições de vida, que são: a saúde, a educação, o emprego, a moradia, a segurança, o transporte e a dignidade de ser cidadão embuense, onde, pelo visto, falta tudo. Esta é a minha opinião como munícipe desta cidade, e, caso fosse prefeito, seria nesse sentido que estaria concentrando minhas energias políticas, trabalhando e investindo em recursos públicos para atender cada vez mais e melhor uma população tão sofrida e esperançosa por uma vida digna. Eng.º Claudio Dias Presidente da AEATE – Associação dos Engenheiros. Arquitetos e Técnicos de Embu

Zacarias G. Brito

Eu quero mudar o nome da minha cidade, é EMBU DAS ARTES na cabeça!!!

jose ferreira

sou contra a mudança do no mome da minha cidade,eu nasci aqui e moro aqui e chico brito,respeite o nome da minha cidade Embu e lindo,assim como a minha cidade;ha tem mais de 200 familias no aluguel social,e nao se fala em construir as casas e vem aqui este cidadao mudar o nome da minha cidade,digam nao a esse plebicito.

Wilson

Cada dia que passa esse jornal eletrônico está mais com a cara da prefeitura de Embu. Lamentável. Penso que se vcs sobreviveram até hoje sem ajuda da prefeitura, porque ceder agora e virar panfleto do Chico Brito. 1º Não publicaram minha crítica na matéria sobre o Geraldo Cruz. Não se pode falar mal do Geraldo? 2º Não fizeram nenhum comentário sobre o quadro Proteste Já do CQC, onde foi mostrado o descaso da prefeitura de Embu com os moradores de área de risco. E agora, publicam essa campanha montada pela prefeitura o facebook. Porque não contrapõem a matéria mostrando os dois lados e formas divergentes de pensar? Publiquem os comentários na comunidade oficial de Embu no Orkut onde as pessoas estão indignadas com a mudança. Triste ver o rumo que o respeitado jornal está tomando.

Resposta:Fica aberto o espaço para publicação de matérias do não. Infelizmente não tivemos informação sobre a mobilização do não, pedimos que nos informe para que possamos produzir matéria. Comentários só deixam de ser publicados se tiver palavras de baixo calão ou denúncias que possam nos render processos, no mais publicamos tudo. Inclusive as críticas a nós mesmos como acontece agora. 

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