Saúde e Transporte na câmara de Taboão
Por Sandra Pereira | 6/04/2011
Sandra PereiraSessão começou com quase 1 hora de atraso nesta terça-feira
Os vereadores de Taboão da Serra voltaram a falar nesta terça-feira (5) do bilhete único, da inexistência de cobrador nos ônibus da empresa Pirajuçara e do preço da passagem no município. O bilhete está se tornando bandeira de luta de Paulo Félix. Ele voltou a afirmar que não deixará o mandato sem implantar o bilhete único e a integração do sistema de transporte da cidade com o da capital. Paulo Félix comemorou a vinda do metrô para a cidade e criticou os pessimistas com a promessa feita pelo governador Geraldo Alckimin.
Já o vereador Cido criticou novamente a falta de cobrador nos ônibus da empresa Pirajuçara e o preço da passagem. O vereador classificou os dois fatos de inaceitável e prometeu lutar contra ambos.
Um dos assuntos mais comentados em Taboão da Serra, a morte de Gildenice Cruz da Silva, 22 anos, no Pronto Socorro do Antena, no último sábado, foi citada na câmara pelos vereadores Olívio Nóbrega e Carlos Andrade. Ambos usaram a Tribuna para declarar solidariedade à família da jovem e pedir esclarecimento sobre o atendimento que ela recebeu no Antena. Os familiares denunciaram que a demora no atendimento causou a morte de Gildenice.
O vereador Carlos Andrade, presidente da Comissão de Saúde na Câmara, garantiu que vai acompanhar de perto as investigações sobre o caso. “A jovem deu entrada no Antena pouco depois das 10 horas, foi atendida por volta das 14 horas, e, infelizmente veio a falecer após as 18 horas. Vamos apurar e conversar com a família para saber tudo que o aconteceu no atendimento dela”, garantiu Carlos Andrade.
O vereador Olívio Nóbrega foi mais além e chegou a afirmar que se for preciso vai defender a revogação do contrato da empresa responsável pela administração do Antena com a prefeitura. O vereador disse que a empresa Iacta já está sendo investigada em outras cidades. “Estamos aqui para votar, fiscalizar e revogar quando necessário, e, se for preciso revogaremos o contrato”, declarou.
Os vereadores aprovaram nesta terça, em regime de urgência, um projeto que a Lei Complementar nº 230 de 23 de setembro de 2010, diz respeito ao estatuto do funcionalismo público. Foram alterados os artigos 117, 118 e 124 (II, III e VI da Lei Complementar nº 18, de 14 de setembro de 1994. Os dois artigos revogados tratam de benefícios dos servidores públicos. O primeiro garantia ao servidor efetivo que ocupasse cargo em comissão por um período superior há seis anos a incorporação de todos os benefícios do referido cargo quando ele retornasse a sua função de origem.
“Essa é uma distorção da lei que está sendo corrigida. Isso criou vários marajás dentro do serviço público há muitos anos”, observou Paulo Félix.