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Estudante de Itapecerica funda corporação para estudos astronômicos e cria projeto inovador para elaboração de satélite

Por Gabriela Pereira - Especial para o Jornal na Net | 18/11/2018

satelite

Divulgação O satélite será enviado à estratosfera por meio de um balão metereológico 

O estudante Ítalo Fideles, morador do Parque Paraíso, em Itapecerica da Serra, tem inovado os estudo científio e astronômico no país. O rapaz, de apenas 15 anos, é o fundador da CosmoLaika, uma corporação que tem o objetivo de produzir e compartilhar conhecimentos, sendo a responsável pela elaboração de um projeto para a criação de um satélite. A iniciativa, segundo Ítalo, também conta com estudantes de outros Estados - Issacar Brunow, Mayda Kadriya, Caio Viana, Fabiana Souza e Fábio Cipreste– e surgiu por dois fatores.
 
“O motivo da criação do satélite foi por conta da atual situação do Programa Espacial Brasileiro, que está precário, e também para motivar mais pessoas a se tornarem pesquisadoras. O raciocínio é que desde quando você vê jovens desenvolvendo um satélite? Queremos mostrar que não é uma coisa de outro mundo, que com esforço e determinação todos conseguem”, explica o rapaz.
 
Os jovens se conheceram por meio de um processo seletivo que Ítalo criou para buscar mais integrantes na Cosmolaika. “Aí, desde então, temos trabalhado junto com a equipe que agora se chama Cosla - Centro de Pesquisas Espaciais (CCPE)”, explica Issacar, do Espiríto Santo. O jovem ainda relata que a equipe tem estudante de astrofísica, metereologia, engenharia elétrica e um graduado em matemática. “Um pouco de conhecimento de cada um ajuda. Mas para um satélite é uma coisa nova para nós. Então fomos atrás de livros, artigos, documentários para compreender a funcionalidade do satélite e auxílio de montar”, completou.
 
O Landell 1, ainda de acordo com Issacar, terá a função de “verifcar a temperatura, o nível de dióxido de carbono na atmosfera, umidade relativa do ar e a velocidade do vento”. Embora ainda não esteja pronto, o satélite será enviado à estratosfera, área que fica a mais de 60km do solo da Terra, por meio de um balão metereológico e seus resultados ficarão disponivéis para que outras pessoas possam usá-los em outras pesquisas.
 
“Ao contrário das outras empresas e grupos, que mantém em sigilo esses dados para pesquisas internas, nós queremos disponibilizar uma boa parte dessa nossa pesquisa do satélite para assim estar motivando mais pessoas a entrarem nessa área futuramente também”, relata Ítalo.
 
A equipe, na intenção de aproximar as pessoas do universo espacial e a fim de compartilhar o conhecimento adquirido durante o desevolvimento dos estudos, criou um site que contém todas as informações sobre a criação do Landell I, bem como a revista eletrônica mensal Astrocosla, lançada no início deste mês.
 
A maior dificuldade que o grupo enfrenta hoje é a falta de investimento, já que o projeto não conta com nenhum patrocínio. “A dificuldade que temos atualmente é falta de verba e de apoio pelo governo ou instituições da área”, afirma Ítalo. “Financiamento para projeto enão é fácil, ainda mais no nosso pais, que não liga para ciência. Mas é satisfatório pelo fato de nós fazermos a ciência crescer”, completa Mayda. Pensando nisso, o grupo criou uma vakinha online, que você pode contribuir clicando aqui.
 
Apesar dos desafios e obestáculos, o grupo tem se empenhado e se orgulhado do caminho até agora percorrido. “É fantástico saber que farei parte de um projeto relacionado ao que mais amo, e, além disso, composto por sonhadores como eu. Tivemos muita felicidade na escolha dos integrantes e um pouco de sorte para encontrar cada um de nós também, tendo em vista que nós nos falamos conhecemos apenas pelas redes sociais”, relata Caio Henrique. “Estamos fazendo o impossível ser possível”, finaliza Issacar.
 

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