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Elevador do Hospital Geral do Pirajussara despenca e deixa feridos

Por Gabriela Pereira - Especial para o Jornal na Net | 5/11/2018

elevador

Arquivo pessoalSegundo as vítimas, o socorro começou a ser feito depois de 1h40 

Um elevador do Hospital Geral do Pirajussara, que fica entre Embu das Artes e Taboão da Serra, caiu do terceiro ao primeiro andar com 13 pessoas dentro na última sexta-feira, dia 2. Em contato com a assessoria de imprensa da Assossiação Paulista de Desenvolvimento para Medicina (SPDM), responsável pela administração do hospital, a reportagem foi informada que não há ninguém hospitalizado. 

O HGP faz parte dos hospitais de Secretária Estadual da Saúde e é referencial para cerca de 500 mil pessoas da região de Embu e Taboão da Serra.  Possui alta complexidade para 2,7 milhões de pessoas de 15 municípios do entorno, com atendimento clínico e cirúrgico em especialidades como neurocirurgia, oftalmologia, pediatria e cirurgia cardíaca.

Testemunhas informam que demorou cerca de 1h40 para a equipe do hospital prestar socorro às pessoas e retirá-las do elevador porque, ainsa ssegundo elas, não havia nenhum bombeiro ou socorrista no hospital e, por isso, foi preciso esperar o técnico da empresa fabricante do equipamento chegar.

O Corpo de Bombeiro não foi acionado porque, segundo uma das moças que estava no elevador, os funcionários disseram que não podiam ter chamado porque era uma regra do hospital. "O elevador despencou e o procedimento deles é não chamar o Corpo de Bombeiros, como assim?", questionou a mulher indignada.

Ainda não foram comprovadas as causas do acidente, mas de acordo com as vítimas, um dos seguranças teria colocado as pessoas que estavam esperando outro elevador para subir no mesmo que já estava cheio, o que excedeu a capacidade de peso do equipamento.

Um dos homens que estava dentro do elevador informou que ele "saiu do primeiro, parou no segundo, abriu a porta, mas não desceu ninguém. Em seguida, subiu para o terceiro e, quando a porta abriu, desceu". Ainda segundo relatou, do terceiro para o segundo andar, a queda não foi livre. No entanto, "do segundo para o primeiro, ele caiu de vez".

Depois da queda, o forro do elevador, que é de acrílico, caiu na cabeça de uma das mulheres, que relatou ter sentido medo por estar ali tanto tempo. "A minha sensação assim que ele caiu foi que realmente iria morrer [...] Essa não foi a primeira vez que senti que corria risco de morte, porém ficar sentindo isso durante 1h40 é desesperador", completa.

Durante o tempo que passaram dentro do elevador, algum dos rapazes tentaram encontrar uma saída, mas isso provocava ainda mais medo entre os ocupantes, já que eles não sabiam em que andar estavam.

Após serem retirados pelo técnico, as vítimas ainda tiveram que ir até o quinto andar para abrir uma denúncia. "O que mais nos deixou chateados foi a demora e a forma com que os seguranças nos trataram", relatou um homem. "Ainda tivemos que escutar de um segurança que o que havia acontecido era normal e que maquinas estão sujeitas a erros [...] Ele disse que ja havia acontecido com ele e começou a rir", informou outra vítima. Ainda segundo ela, as responsáveis pela limpeza do hospital também ironizaram a situação quando viram que eles estavam indo até a direção pela escada.

Em contato com a SPDM, a reportagem foi informada  "que foi aberta uma sindicância interna para apurar o caso. Os elevadores da unidade passam por manutenção preventiva regularmente, sendo que a última ocorreu no mês de outubro. O equipamento em questão encontra-se em manutenção, porém, os outros três elevadores da unidade permanecem em funcionamento. Não houve qualquer impacto à assistência. O hospital prestou toda a assistência necessária aos envolvidos na ocorrência, que foram encaminhados ao seu Pronto-Atendimento para avaliação. Ninguém ficou ferido ou foi internado.

Por fim, é importante esclarecer que, conforme prevê a legislação, a unidade conta com uma equipe de brigadistas que, por motivos de segurança, não pode realizar a abertura do equipamento. Esta deve ser feita por uma equipe especializada. Assim, a empresa responsável pela manutenção dos elevadores do HGP foi prontamente acionada, chegando ao local em cerca de 30 minutos, realizando a abertura do equipamento seguindo critérios de segurança e retirando todas as pessoas envolvidas da forma mais rápida possível. O HGP esclarece que permanece à disposição, visando prestar os esclarecimentos que forem necessários". 

 



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