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Ser jornalista é mais do que a missão da minha vida, é amor

Por Sandra Pereira | 10/10/2018

sandra

Márcio CansianJornalista Sandra Pereira é formada pela Universidade Federal de Alagoas e atua em Taboão da Serra e na região

O bibliotecário do Sesc de Maceió foi a primeira pessoa na terra que me deu a honra de pronunciar a frase: eu sou jornalista. Quase 20 anos depois, lembro cada detalhe daquela primeira vez, a fila grande, todas aquelas pessoas me olhando, a voz sorridente e o gosto de uma felicidade indescritível. Eu sou jornalista é autorretrato, prova de amor, missão de vida e responsabilidade. Por causa dessa frase, aprendi mais sobre o ser e estar do que a maioria das pessoas será capaz de entender ainda que eu explique por meses à fio. 

Talvez você pense: e dai? Eu também posso ser jornalista, não exigem mais o diploma. É verdade. Mas ainda assim EU SOU JORNALISTA. Aprendi à custa de muito estudo o que significa sê-lo, vivê-lo e honrá-lo. Talvez você diga: e dai, vou ser jornalista na minha rede social. Ai é mentira, rede social e jornalismo são aliados diferentes na forma e concepção. Rede social não tem compromisso com a verdade e realidade, jornalismo exige apuração e precisão na informação divulgada. Se quiser entender a diferença observe atentamente um e o outro.

Desde aquela primeira vez no Sesc, a frase eu sou jornalista, exerce um poder sobrenatural em mim, desperta coragem, força, determinação e me torna leoa. Um bom jornalista é forjado para observar, compreender, analisar, reportar, enxergar o que a maioria das pessoas comuns nem sempre percebe. Nossos sentidos são apurados e a gente simplesmente tem o dom de enxergar além do que está à vista e é dito. Nossas diferenças nos unem na defesa da verdade, ética e da justiça.
Jornalista lida com quebra cabeças, monta contextos e encontra o caminho até as respostas nos labirintos mais complexos. Somos melhores? Não. Mas somos forjados para pensar, enxergar o que não está à vista e antecipar as possíveis reações a cada ação.

As aulas de jornalismo evidenciaram minha humanidade. Me formei numa universidade federal cheia de gente muita rica, depois de enfrentar um vestibular com disputa acirrada. Ouvi um aluno defender a colonização da lua com pobres. Aliviada, o vi abandonar o curso depois disso... Eu era muito pobre, não podia pagar a festa de formatura, me formei usando o vestido da minha tia, minha mãe e irmã também não usaram roupas novas naquele dia, mas mesmo assim eu não achava que merecia ser mandada para a lua por ser pobre e atrevida. É por isso que defendo a educação com tanta força.

Aquele tempo na faculdade me mostrou que jornalismo e desumanidade andam em caminhos separados, felizmente. Mas, só pode compreender essa verdade absoluta aos jornalistas quem foi forjado pela história, quem compreende o sacrifício dos que morreram na luta pela liberdade de expressão, quem defende o exercício livre do jornalismo e acima de tudo quem sabe o tamanho da missão que lhe foi confiada. Quem entende esse legado, não pratica nem aceita abusos e não tolera afrontas.

Na minha concepção de vida e história, ser jornalista sempre vai ser maior do que estar trabalhando nesse ou naquele emprego. Já tive dezenas de empregos. Passei por todas as editorias, ocupei todos os cargos de uma redação, posso dizer, que dentro de um jornal sei fazer de tudo, e muito bem. Também já estive em vários cargos no setor público. Fui chefe, abri vagas, ajudei a manter o jornalismo vivo, ajudarei sempre. É compromisso pessoal, de vida e de história.

Meu amor pelo jornalismo, me fez suportar a dor absurda que senti ao ser demitida do Jornal Folha de Embu, meu segundo melhor emprego na vida, o único em que fui demitida, para aprender definitivamente que estar em qualquer emprego é temporário, ser jornalista é para sempre. Pouquíssimas dores na minha vida terrena podem ser comparadas àquele instante.

Eu amei aquele jornal como se ama uma pessoa. É primeira vez que escrevo isso, acho que superei. Fiquei de luto, chorei, sofri e senti muito até o dia em que Deus me ensinou na dor: devo amar o que sou e não o lugar onde estou. E eu, Sandra Pereira, amo ser jornalista! Se não puder entender ou respeitar esse amor e compromisso, fique à vontade para partir de mim.

 

 

 

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