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FF diz que vereadores se aliaram a Ney Santos para tentar tomar prefeitura de Taboão

Por Sandra Pereira | 30/08/2018

FFF

Sandra PereiraPrefeito reuniu vereadores, secretários e fez avaliação da crise política

O prefeito Fernando Fernandes (PSDB) classificou como tentativa de golpe para tomar a prefeitura de Taboão da Serra a saída em bloco dos vereadores tucanos Eduardo Nóbrega, Carlinhos do Leme, Érica Franquini, André Egydio e de Alex Bodinho (PPS) do grupo governista e a aliança deles com o prefeito de Embu, Ney Santos. Ele deixou claro que não gostou nada de ver o vice-prefeito, Laércio Lopes, participando da coletiva em que os vereadores anunciaram apoio a Hugo Prado. Para o prefeito, a presença do vice sinaliza o plano de golpe. 

“Quando vejo toda essa história, um monte de inverdades, e aí me chamam o vice, mostra que por trás disto há algo muito maior. Na hora que Ney Santos vem a Taboão da Serra e diz que vai fazer o presidente da Câmara, num imenso desprezo as forças políticas da cidade, e vai fazer o próximo prefeito. E carregam o vice para esse ambiente e vejo o número de reuniões que tem-se feito com o Aprígio, temos essa informação, só tenho uma coisa a concluir. É tentativa de golpe. Querem chegar ao poder agora, num golpe. É a única leitura que tenho. […] Nos reunimos e chegamos a conclusão. Vamos ver isso na Câmara com tentativas de CPI, acusações. É o desenho político”, prevê o prefeito.

Enfático, ele deixou claro que pretende reunir as forças políticas da cidade para impedir o golpe e mandou um recado direto ao prefeito Ney Santos. Alegando decisão pessoal Fernando Fernandes disse que não permitiu e nem irá permitir dobrada da deputada Analice Fernandes com a candidata a deputada federal Ely Santos, irmã do prefeito de Embu.

“Não vamos permitir e não vamos ser vítima de um golpe político na nossa cidade. Principalmente um golpe político arquitetado pelo Ney Santos. Que deveria estar cuidado da cidade dele, que está um caos”, completou.

Fernando Fernandes considerou o apoio dos vereadores à candidatura de Hugo Prado um ato claro de oposição. Ele fez esclarecimentos, rebateu as críticas, falou da exoneração do secretário Olívio Nóbrega, pai do vereador Eduardo Nóbrega, que segundo o prefeito seria o causador das crises no governo e responsável direto pela derrota de Carlinhos do Leme na disputa pela presidência da Câmara em 2016.

O prefeito relatou que era cobrado com frequência pelos demais vereadores que chamavam Eduardo Nóbrega de seu “queridinho” e citou que Carlinhos do Leme declarou a várias pessoas que não apoiaria mais o colega tucano. Ele falou da relação histórica com a família Nóbrega e avaliou que ela foi encerrada de forma unilateral e com desrespeito ao passado vivido juntos.

“Os problemas políticos dentro do governo, na sua maioria, foram criados pelo Eduardo Nóbrega. No início desse ano eles ficaram 4 meses sem vir na prefeitura, por um problema que nem nós sabíamos. Depois voltaram, reataram com o governo e acabou passando. Essas crises não são recentes, acontecem desde 2013 quando chegamos a prefeitura” observou o prefeito. “Se o PSDB não foi presidente da Câmara foi por causa do Eduardo Nóbrega”, assinalou.

Indignado, sem esconder a emoção, o prefeito detalhou a conversa com o grupo de vereadores que terminou em gritaria, agressão e na ida de Alex Bodinho para a oposição.

“Todo mundo sabe que tenho um neto de seis meses operado do coração. Alguém aqui já viveu isso? Mas dá para imaginar que deve ser difícil para a família. Meu neto tinha acabado de ser operado e sofreu uma complicação grave. Naquele momento meu filho ligou chorando: pai, o meu filho tá morrendo. Em seguida mandou uma foto que eu mostrei a eles. O Bodinho levantou e começou a gritar que não dava, que podia mandar todo mundo embora e eu perdi a cabeça parti pra cima dele e pedi para ele sair da minha sala porque ele não tinha respeito pela minha dor. Foi isso que aconteceu. Eles não falam isso e ainda vem dizer que eu tenho que pedir perdão para o Bodinho. Acho isso uma desfaçatez”, pontuou.

O prefeito começou a coletiva rebatendo o argumento de que estaria desvalorizando o PSDB. Contou que entrou no partido em 1998. Lembrou detalhes da eleição de 2004, quando a candidata do governo acabou sendo Arlete Silva do PTB e não o vereador Paulo Félix, como estava previsto até então.

Em tom firme, Fernando Fernandes assegurou que vai trabalhar firme para eleger seu sucessor no cargo. Disse que não vai permitir que a cidade caia em mãos erradas e pregou responsabilidade com o município.

 

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