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Com medo após caso da copeira Dilma, moradores pedem polícia nas ruas para garantir ida ao trabalho com segurança

Por Sandra Pereira | 20/08/2018

Dilma

Divulgação Constituição diz que segurança é dever do estado e direito do cidadão. Copeira Dilma foi assassinada as 4 da madrugada q

É preciso ter a coragem de admitir que as mulheres estão vivendo com medo e parar de ignorar que o medo é parte da rotina cotidiana. É necessário sensibilidade para compreender que esse medo, muitas vezes escondido, aflorou após o sequestro, tortura, estupro e assassinato da copeira moradora do Saint Moritz, Dilma Silva de Oliveira, 45 anos, casada, mãe de cinco filhos, quando saía para o trabalho as 4h00 da madrugada. O único jeito de minimizar o problema, que atingiu como um golpe os lares da periferia de Taboão, é aumentar o policiamento e a sensação de segurança das pessoas. De imediato, é preciso garantir policiamento nas ruas durante a noite, madrugada e primeiras horas do dia. Aumento do policiamento é mais que um pedido, é uma necessidade física e psicológica da população.

“A gente não vê polícia na rua. Nem mesmo depois da tragédia que teve aqui no bairro a polícia passa. Os assaltos tá igual e ninguém faz BO mais porque não adianta”, admite uma comerciante do Saint Moritz.

Desde a última quinta-feira, 16, quando o corpo da copeira assassinada quando saiu para trabalhar as 4 horas da madrugada foi localizado numa casa alugada da rua Indiana, a reportagem do Jornal na Net recebeu dezenas de mensagens de mulheres com medo de sair de casa para trabalhar nas primeiras horas. Todas elas reclamaram da falta de policiamento nas ruas, relataram medo de assaltos e estupro e cobraram que as autoridades aumentem o policiamento.

“A violência aumenta e ninguém faz nada. Por aqui é raro passar uma viatura. O certo era ter polícia na rua na hora que a pessoa está saindo para trabalhar”, pediu uma senhora que tem medo de se identificar.

A constituição diz que segurança é dever do estado e direito do cidadão. Mas, os relatos mais frequentes apontam para a falta de segurança em qualquer lugar e hora do dia, motivando indignação e revolta.

“Aqui nessa região tem assalto quase todo dia. A gente vive refém do medo e depois do que aconteceu com a dona Dilma isso só aumentou. Porque a gente sabe que podia ter sido com qualquer uma de nós”, admitiu uma vizinha da copeira.

O sequestro, tortura, estupro e assassinato da copeira Dilma Silva de Oliveira quando saia para trabalhar às 4h00 da manhã aumentou medo e a sensação de insegurança. As forças de segurança pública não podem se furtar de compreender esse fenômeno e devem, sim, contribuir para que mulheres e meninas e sintam seguras no caminho que fazem entre suas casas e o transporte público para ir aos seus destinos.

É responsabilidade do estado, como manda a Constituição, e das forças de segurança garantir o direito de ir e vir em paz a todas as mulheres que temem ser a próxima copeira Dilma.

O clima entre a população evidencia que não dá mais pra o estado se esconder em cima de frases como: se as pessoas não fizeram boletim de ocorrência não dá para saber que o índice de assaltos é alto. É fato e todo mundo sabe que os assaltos na ida para o trabalho são diários na periferia de Taboão da Serra.

É obrigação do estado agir, garantir segurança a população e enfrentar, sem desculpas, a realidade dura de quem precisa sair de casa para trabalhar às 4h00 da manhã.

 

 

 

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