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Programa Família Acolhedora é lançado em Embu das Artes

Por Juliana Ribeiro | 24/05/2018

programa

Juliana Ribeiro

A Prefeitura de Embu das Artes por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social lançou na última quarta-feira, 23, o serviço Família Acolhedora, que consiste em cadastrar e capacitar famílias da comunidade para receber em suas casas, por um período determinado, crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social, que foram afastados da família de origem por determinação judicial, dando-lhes acolhida, amparo, aceitação, amor e a possibilidade de convivência familiar e comunitária.

O evento contou com a presença de munícipes e autoridades. Dentre os convidados para a mesa de honra, estava a delegada da Delegacia da Mulher, Dra. Floralice Do Carmo, a promotora de Direito da Vara da Infância e Juventude Dra. Juliana Lourenço, o Presidente da OAB de Embu das Artes, Dr. Lucas Akil, a mestra em Psicologia Clínica, psicoterapeuta de crianças, adolescentes e adultos, especialista em Adoção e ex-presidente da Associação Nacional de Grupos de Apoio a Adoção (ANGAAD) Suzana Sofia Moeller Schettini, dentre outros.

A secretária de Desenvolvimento Social Roberta Santos foi quem representou o prefeito de Embu das Artes, Ney Santos, no evento. Ela iniciou os pronunciamentos e destacou a importância do programa Família Acolhedora para o município:

“É importante dizer que 9% dos municípios brasileiros já estão implantando este programa, que é mais que oficial. Em nome do nosso presidente da Câmara, Hugo Prado, eu agradeço a todos os vereadores que aprovaram a lei de número 3004, que é a lei que institui o programa em Embu das Artes. Nós já temos os abrigos institucionais, que são conveniados com a nossa prefeitura e estamos lançando, hoje, este novo modelo de acolhimento familiar e comunitário”.

Segundo a diretora de proteção especial do CREAS, Simone Jorge Nunes, a constituição garante para as crianças o direito de convivência familiar e comunitária. “O programa vem para que as crianças tenham o direito à convivência familiar. O serviço de Família Acolhedora vai acolher esta criança no período em que ela estiver afastada de sua família”, ela diz.

A promotora de Direito da Vara da Infância e Juventude, Juliana Lourenço, explica que o programa da Família Acolhedora vem para minimizar danos. “Uma criança ou um adolescente que está sofrendo alguma negligência, maltrato, abuso ou algum tipo de violência deve ser retirado de sua casa. Além do dano emocional e físico, o dano psicológico é enorme para essa criança. Quando ela vai para o abrigo, ela é bem cuidada, bem tratada, bem alimentada e recebe amor, mas é de várias pessoas, que trabalham lá e depois vão para as suas casas”, ela diz e continua:

“Colocar uma criança em um abrigo, por melhor que seja o local, gera seqüelas e não supre a falta de uma família, porque não tem aquele olhar individualizado para a criança. Aqui no nosso município, ao invés da criança ir para o abrigo, ela vai para uma família, que será cadastrada, fiscalizada e capacitada. O que nós esperamos dessa família é uma atenção individualizada, coisa que ela não tem no abrigo, até que voltem para a família de origem ou até que sejam adotados. Mas enquanto eles esperam, estarão em uma família”, afirma a promotora.

Ainda segundo a Dra. Juliana, as famílias participantes do programa devem ter o ideal de amar sem querer nada em troca, porque as crianças não poderão ficar mais que 18 meses. “É amar aquela criança enquanto ela está ali e quem não tiver essa disponibilidade afetiva, a psicóloga vai perceber. Aquela pessoa que consegue amar, cuidar, proteger e depois libertar essa criança para uma nova vida, essa poderá ser uma família acolhedora. Tem que ter um perfil, não é para qualquer um”, afirma.

Para fechar o evento com chave de ouro, a Mestra em Psicologia Clínica, psicoterapeuta de crianças, adolescentes e adultos, especialista em Adoção e ex-presidente da Associação Nacional de Grupos de Apoio a Adoção (ANGAAD) Suzana Sofia Moeller Schettini apresentou uma palestra especial, com o tema “Adoção, família acolhedora e apadrinhamento afetivo”.

“A importância desse projeto não dá para expressar em palavras. Eu sou psicóloga clínica e atendo crianças e adolescentes, então eu posso dizer que entendo das dores e das amarguras de não ter família. Crianças são seres de vínculo e nós precisamos de vínculos de afetos para o nosso desenvolvimento”, disse Schettini.

Segundo Rose Gattinger, psicóloga e coordenadora do programa Família Acolhedora em Embu das Artes, as crianças que costumam ir para os abrigos já tiveram muitas violações, então qualquer aconchego familiar sempre será melhor do que um acolhimento institucional. “Nós vamos preparar essas famílias e essas crianças para vivenciarem esse vínculo”, ela conclui.

 

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