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Combustível começa faltar em postos de Taboão, Embu e Itapecerica; alguns aumentam preço

Por Juliana Ribeiro | 24/05/2018

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DivulgaçãoPosto da 19, nas margens da Régis Bittencourt, em Taboão da Serra, ficou sem combustível no começo da tarde desta quinta-feira 24

No quarto dia da paralisação nacional dos caminhoneiros contra o preço do diesel, os postos de combustível da Grande São Paulo já enfrentam problemas com o abastecimento. Embu das Artes, Itapecerica e Taboão da Serra amanheceram com grandes filas nos postos e alguns da região já foram fechados por falta de combustível para comercializar.Os postos de combustível do Carrefour / shopping Taboão, do Extra e o posto Shell da BR não dispõe mais de combustível para abastecimento dos veículos.

Nos postos que ainda tem o produto disponível, a situação é crítica. As filas de espera beiram os 50 minutos, porém a reserva de combustível já está acabando e, segundo informações, com o aumento do movimento nos últimos dias, é provável que o estoque em alguns postos não dure até a sexta-feira (25).

Além da preocupação com a falta de combustível, os motoristas também estão indignados com os valores cobrados em alguns postos da região, que chegam a R$8,00 por litro de gasolina. Antes da paralisação, com os reajustes promovidos pela Petrobras nas refinarias, diante da alta do preço do petróleo e do dólar, a gasolina era vendida por até R$ 5 por litro.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouveia, revelou que muitos postos já estão sem diesel e gasolina no estado.“Nenhum posto está recebendo combustível e, normalmente, o estoque dura de três a quatro dias. Como já está havendo corrida para encher o tanque, o que pode acontecer é o desabastecimento", disse. 

Em algumas regiões do Brasil,os postos estão cobrando preços abusivos e a gasolina chegou a ser vendida a R$8,99. O Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon) multou um destes estabelecimentos em R$500 mil e impediu o seu funcionamento por 72 horas.

Para documentar os preços abusivos, a recomendação da Associação Brasileira dos Procons (Procons Brasil) é que os consumidores denunciem ao Procon de sua região. A partir da reclamação de consumidores, de fiscalizações e caso o abuso nos preços seja confirmado, os postos podem ser autuados e multados.

 

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