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Paralisação de caminhoneiros já afeta até o transporte público na região

Por Direto da Redação do Jornal na Net | 23/05/2018

onibus

DivulgaçãoAlguns coletivos da Viação Pirajuçara já foram recolhidos da rua por falta de combustível

A paralisação dos caminhoneiros contra o aumento do diesel entra, nesta quarta-feira (23), em seu terceiro dia consecutivo e já afeta o abastecimento no transporte público do Brasil e de cidades da região. Muitos postos de gasolina não receberam mais combustível, o que dificulta a distribuição do produto.

Segundo informações, empresas de ônibus, como a Viação Pirajuçara, estão sem abastecimento de diesel e se a situação não se normalizar, os ônibus não poderão circular. Alguns coletivos da empresa já foram recolhidos da rua por falta de combustível.

 Na capital, a situação não é diferente. A Prefeitura de São Paulo optou por suspender o rodízio municipal de veículos nesta quinta-feira (24) e, segundo a administração municipal, cerca de 40% da frota de ônibus devem ficar comprometidos.

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo, José Alberto Paiva Gouveia, os postos de gasolina do estado, principalmente da região metropolitana, não estão recebendo combustíveis devido à paralisação. “Os caminhões não estão carregando e não estão saindo das bases, o que afeta todo o abastecimento”, ele explica.

Ainda de acordo com Gouveia, os postos não podem se aproveitar da situação, racionando o combustível e nem aumentando o preço do produto. Ele diz que está conversando com a secretaria de Segurança e a Agência Nacional de Petróleo para buscar a normalização da situação.

A Ceagesp, na capital, também sentiu as conseqüências da greve. Os carros estão parados e e os funcionários ficam à espera de serviço. Desde terça-feira (22), não chegam mercadorias no local e os boxes se encontram vazios. Por meio de nota, a companhia confirmou que a greve dos caminhoneiros está, realmente, afetando o abastecimento.

O problema com o abastecimento atingiu também o aeroporto de Brasília e, segundo a concessionária Inframérica, a frota de caminhões que abastece o terminal está retida em uma paralisação no entorno do Distrito Federal.

A concessionária ainda informa que a reserva de querosene de Aviação é suficiente o fim da tarde desta quarta-feira (23), por isso é de extrema importância liberar outros caminhões para que seja normalizado o atendimento no aeroporto.

O pedido dos caminhoneiros é que o governo federal zere os impostos, como Confins, Pasep e o Cide para o óleo diesel.

Sobre o assunto, o Presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, emitiu a seguinte nota à imprensa:

"A Fiesp manifesta sua preocupação e indignação em relação à greve dos caminhoneiros que já está gerando prejuízos importantes para a indústria e para a sociedade como um todo. Espera-se que em um prazo curto seja construído um entendimento para que a situação volte à normalidade".

 

 

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