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Segurança se faz com educação. Não com armas!

Por Artigo Coronel Marcos Vitiello | 16/05/2018

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Divulgação

É comum as pessoas se depararem comigo em locais públicos e me questionarem qual a medida ideal para se conquistar a tão almejada paz social? E minha resposta é sempre a mesma, invista em educação. Educação para seu filho e principalmente vote em quem acredita que a educação transforma vidas!

Por que investir em educação e não em polícia? Uma vez que a polícia é o legítimo representante da segurança pública. O investimento em educação, não só traz reflexos para a segurança, mas também para um conceito maior, que é o verdadeiro sentido de uma comunidade, que tem no ambiente de uso comum e frequentado por todos, um objetivo social sustentável.

O ser humano educado e culto, tem maior capacidade de tolerância, é ético! Sabendo exatamente qual o seu papel nessa comunidade, influenciando positivamente as pessoas que lhe rodeiam, sendo um exemplo de retidão e disseminando a honestidade de propósitos. Tem maior capacidade de produzir e enriquecer o local que habita, propiciando maiores investimentos em aparelhos públicos modernos e que atendam não só a sua família, mas os seus vizinhos.

Esse mesmo cidadão traz economia e melhor alocação de recursos para todas as áreas sociais, pois se previne melhor das enfermidades, fazendo menor uso dos postos de saúde, bem como instrui a todos de como fazê-lo; também economiza água, por entender que é um bem para todos; cuida do patrimônio público, pois entende que não é só seu; e se autoprotege, não atribuindo à polícia suas distrações, e sim colaborando e denunciando infratores, deixando com que o Estado cuide da sua vida, não permitindo e se sujeitando a qualquer tipo de poder paralelo e inconstitucional.

O cidadão preparado, juntamente com uma polícia comunitária, podem sim, juntos fazer frente e se fazer presente, participando ativamente do cotidiano e próximo dos anseios sociais, identificando seus problemas, adquirindo o respeito e a confiança necessários para a consecução dos trabalhos nas áreas da segurança pública sustentável. Vão ao encontro dos direitos humanos, identificando e tratando adequadamente cada delito, minimizando a recorrência local, resultando em um ambiente organizado e saudável para se viver.

Uma comunidade melhor assistida por educação de qualidade, aceita e respeita a sua polícia, pois entende que deve ter uma maior atuação orientativa aos usuários destes locais, a fim de tornar a atividade de polícia ostensiva mais visível e menos comprometida em atender situações que podem ser evitadas.

O Policiamento Comunitário ou de Aproximação se ocupa da prevenção do crime mais do que da reação a denúncias, ou seja, quanto menor for o desequilíbrio social e melhor a distribuição de renda, mais polícia teremos pra ver e nos sentir seguros. A redução dos indicadores criminais trará não só menos estresse na atividade policial, mas uma economia real de meios, possibilitando assim investimentos em outras tecnologias e valorizando o policial perante a sociedade.

É óbvio, que o indivíduo consciente de seu papel na comunidade, apoiando a tudo que é positivo e propositivo, sendo um aliado forte da polícia, juntos elevarão a sensação de segurança, no preparo constante de agentes, sociedade civil, lideranças comunitárias e comunidade, de forma geral, na participação e gestão da segurança pública, visando que todos possam multiplicar atitudes de como se autoproteger.

Sensibilizando a todos os envolvidos, a identificar crimes, infratores e seus modos de agir, dizer aos criminosos e oportunistas que existe uma polícia comunitária presente e atenta, e uma sociedade disposta a enxergar suas falhas e corrigi-las.

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