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Exposição “Do Olhar ao Toque” de Carolina Ramos foi prorrogada até 1/5

Por Assessoria de Comunicação de Embu das Artes | 25/04/2018

ramos

Divulgação Uma amiga deficiente visual foi à inspiração inicial para que a artista plástica 

Devido ao grande sucesso, a Secretaria Municipal de Turismo e Cultura decidiu prorrogar até 1 de maio a exposição “Do Olhar ao Toque”, de Carolina Ramos, que está em cartaz no Centro Cultural Mestre Assis do Embu desde 6 de abril com entrada gratuita. A artista mostra dezenas de obras de sua autoria que poderão ser vistas e tocadas.

Uma amiga deficiente visual foi a inspiração inicial para que a artista plástica luso-brasileira e psicanalista, Carolina Ramos, desenvolvesse obras que fossem além do olhar. As palavras da amiga “lamento não poder ver seus quadros” deram o insight para que ela explorasse em seu trabalho sensações que excedessem a visão, com telas em alto relevo que podem e devem ser tocadas.

“Tive a ideia de ‘dar olhos’ à minha amiga fazendo um trabalho em que ela pudesse sentir o resultado e também permitindo ao expectador explorar um outro recurso sensorial. Quero que as obras proporcionem um toque mútuo”, destaca a artista. A primeira exposição de Carolina Ramos em Embu das Artes apresenta 33 obras. A curadoria é de Paulo Dud.

Abordagem

A temática de suas obras para esta exposição, produzidas desde 1992, é majoritariamente a natureza, com incursões pela arte sacra. Com dezenas de exposições no Brasil e no exterior, tem como traço de união o uso da técnica mista.

“Há telas que têm como objetivo incomodar as pessoas, com formatos fora de padrão e feitas com massa e assinatura de formas não convencionais. Nesse sentido, há uma certa relação com meu lado psicanalista, no sentido de exteriorizar sensações, ou seja, a tela indo além da moldura, transpondo”, acrescenta.

Carolina, que teve como mestre o renomado artista plástico português Camol D´Évora, resume sua relação com as artes plásticas. “Se eu não me expuser, sinto um vazio. Eu pinto para o mundo. A sensação de ver as pessoas ‘sentindo’ meus quadros é um desnudar, é como se o público estivesse olhando dentro de mim”.

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