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Jean Katumba e Abdsulbaset Jarour palestraram para jovens estudantes no Campo Limpo

Por Adriana Dri Paris | 11/04/2018

refugiado

Divulgação Explicar aos jovens o que é uma pessoa se encontrar 'refugiada', para quebrar tabus e derrubar preconceitos 

"Eu não sou refugiado. Eu estou refugiado", assim começa a fala de Jean Katumba. 

Natural do Congo (África) e no Brasil desde 2013 em condição de refugiado até o momento, conta como foi chegar até aqui em São Paulo: 'não foi fácil, não é fácil. Nós não queremos o lugar nem o trabalho do brasileiro, quando Deus criou o mundo não havia fronteiras. Nós (se referindo aos estrangeiros que residem aqui), estamos juntos por um país melhor, por um Brasil mais feliz. No meu país eu podia morrer'. 

Jean é formado em Engenharia Civil e conta com quase uma década de prática na área de sua formação acadêmica, mas desde que foi obrigado a fugir de seu país devido a perseguição política, não conseguiu mais exercer sua profissão.

Com um português quase perfeito Abdulbaset Jarour, natural de Aleppo (Síria), em condição de refugiado no Brasil desde 2014, por conta da guerra que se arrasta há mais de sete anos em seu país de origem, resume seu pensamento: "Meu religião é o amor, a minha raça é humanidade, minha pátria é o mundo. Sou cidadão do mundo. A paz pra o mundo, a paz pra Síria, salam allaicom".

Explicar aos jovens com idade entre 10 a 18 anos o que é uma pessoa se encontrar 'refugiada', para quebrar tabus e derrubar preconceitos é uma tarefa que se repete na vida deste dois homens, que palestram por diversos espaços no Brasil.

A convite da professora Adriana Paris que contou com todo o apoio do Colégio EAG, a última terça feira (10-04) foi de grande 'enriquecimento cultural', ela diz. E completa: 'para que aulas teóricas fiquem mais próximas da realidade do mundo, nada como trazer pessoas com experiência de vida para, através de seus depoimentos, conversarem com nossos alunos que são, nada mais nada menos, o futuro do país.

Jean katumba é presidente e Abdulbaset Jarour é vice presidente da ONG África do Coração, cuja sede fica no centro de SP. (http://africadocoracao.org/)

Adriana Paris é Advogada, Historiadora e Professora, além de pós-graduanda no curso de Conflitos Internacionais e Globalização pela EPPEN (Escola Paulista de Política, Economia e Negócios) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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