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Renato Oliveira foi indiciado por atentado contra Binho e exonerado da prefeitura de Embu

Por Sandra Pereira | 19/02/2018

renato

Divulgação FacebookRenato Oliveira e o seu amigo Lenon Roque foram indiciados por lesão corporal leve, Binho quebrou o tornozelo e já está há quase dois meses sem poder trabalhar

A Polícia Civil indiciou na sexta-feira, 16, o subsecretário de Gestão Tecnológica e Comunicação da Prefeitura de Embu das Artes, Renato Oliveira, e o agente penitenciário Lenon Roque, amigo e segurança de Renato Oliveira, como autores do atentado contra o repórter e chargista Gabriel Binho, do Verbo Online ocorrido em 28 de dezembro do ano passado. Binho foi jogado de sua moto na Régis Bittencourt, por um i30 prata, ocupado pelos dois acusados, que ainda chegaram a disparar três tiros. Binho garante que o atentado teve motivação política por causa das charges e matérias críticas contra o governo do prefeito Ney Santos.

Renato Oliveira foi exonerado do cargo depois de ter sido indiciado. Nesta segunda-feira, 19, a prefeitura de Embu das Artes lançou uma nota oficial no site informando a exoneração e afirmando que o ataque contra Binho foi causado por “desavenças pessoais”.

O inquérito policial que apontou os acusados pelo atentado contra Binho foi conduzido pelo delegado seccional Antônio José de Correia Sampaio. De acordo com o delegado o subsecretário Oliveira dirigia o veículo Hyundai i30 no momento do ataque contra o jornalista. O motorista foi o responsável por jogar o automóvel contra a moto de Gabriel quando ele voltava de Embu pela rodovia Régis Bittencourt. O segurança de Oliveira, Lenon Roque, teria sido o autor de três tiros disparados contra o jornalista.

Os dois acusados foram indiciados por lesão corporal grave. A pena para este tipo de crime é de um a cinco anos de reclusão. Até o momento, a Polícia Civil pediu a prisão de nenhum dos suspeitos.

Antes da conclusão da investigação o secretário de Gestão Tecnológica e Comunicação, Jones Donizete, postou um vídeo no Facebook comentando o atentado onde garantiu que não havia participação de ninguém do governo no crime contra Binho.

Depois que o seu adjunto foi apontado pela polícia como responsável pelo crime o secretário não se pronunciou a respeito. O prefeito também não comentou o caso.

O Jornal na Net não teve acesso ao depoimento dos dois acusados à Polícia Civil. Mas, independente dos motivos que possam ter alegado o site entende que a violência praticada por ambos é inaceitável. Fere todos os princípios da liberdade de imprensa, de expressão e a própria democracia.

Desde que Binho teve a vida atacada o Jornal na Net e toda a imprensa regional aguarda a apuração do crime e a punição dos culpados.

Acreditamos, e, vamos defender sempre, que toda forma de violência deve ser rechaçada da sociedade. Nenhum governo pode, e nem deve, acobertar atitudes ou práticas que incentivem ou promovam a violência.

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