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Família da mulher morta e jogada no lixão apareceu após apelo no Jornal na Net

Por Mariana Lemos | 16/11/2017

tabata

DivulgaçãoEla se chamava Thabata, estava grávida e morava em São Paulo, família estava desesperada a procura dela desde o domingo 12

A mulher que passou três dias sem identificação no IML de Taboão da Serra, depois de ser encontrada morta jogada num lixão na estrada que liga o Jardim Santo Antônio ao Magali, em Embu das Artes, foi identificada no começo da noite desta quarta-feira, 15, após a verdadeira corrente do bem feita pelos leitores do Jornal na Net, que sensibilizaram com a possibilidade da moça ser enterrada como indigente, e, compartilharam o apelo feito pela equipe do site para que a família dela fosse localizada.

A mulher se chama Thabata Leite de Oliveira, 29 anos, morava em São Paulo, estava grávida e tinha desaparecido no domingo, quando teria saído para se encontrar com namorado. O homem teria relatado à família que deixou Thabata no ponto de ônibus do Extra Taboão, mas ela nunca voltou pra casa.

A família de Thabata estava desesperada por notícias e ao ter acesso a reportagem do Jornal na Net confirmou que ela era a mulher morta. As providencias do sepultamento serão tomadas nessa manhã. Se os familiares não fossem localizados até a sexta-feira, 17, Thabata Silva, seria enterrada no cemitério da Saudade, como indigente.

O assassinato brutal da jovem mulher e o descarte do corpo em meio ao lixo e entulho já sendo investigado pela polícia. Nas últimas horas, centenas de pessoas leram a matéria sobre a tragédia e enviaram mensagens dizendo esperar a apuração imediata do crime brutal e o esclarecimento do caso que chocou comoveu.

O apelo feito pelo Jornal na Net para que a família da mulher, até então desconhecida fosse encontrada, atingiu mais de 350 mil pessoas em menos de 12 horas.A equipe do site ficou consternada com as imagens dela no lixo e sensibilizada com o carinho do vira lata que lambia o rosto dela sem cessar, como que para acordá-la do sono mortal.

“Mais uma vez a corrente do bem que fizemos ajudou a impedir que uma mulher tragicamente morta fosse sepultada sem que a família pudesse chorar a sua morte e se mobilizar para cobrar que a Justiça puna os culpados. Temos compromisso com a responsabilidade social e nossos leitores apoiam a incentivam”, disse a editora Sandra Pereira, acrescentando que não poderá dar mais informações para não prejudicar as investigações.

Ela lembra que somente esse mês o Jornal na Net e seu leitores ajudoaram a localizar familiares de duas mulheres mortas que estava sem identificação no IML há vários dias correndo o risco de serem sepultadas como indigente.

"Esses assassinatos brutais de mulheres precisam parar imediamente. A sociedade precisa se mobilizar e dizer que tá na hora de dar um basta. Nós fazemos a nossa parte procurando conscientizar essa semana teremos algumas ações e no dia 25 participaremos do ato pela paz realizado em Taboão da Serra, onde todos vão às ruas de branco pedir paz para todas as mulheres no dia mundial da não violência contra a mulher", afirmou.

 

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