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Atendimento no transporte de Embu

Por Sandra Pereira | 21/11/2010

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Sandra PereiraEspecialistas ensinaram como lidar com diferentes públicos no Transporte Municipal

Dando prosseguimento ao processo de qualificação continuada dos operadores, cobradores e fiscais que atuam no sistema municipal de Transporte de Embu das Artes a Coopercav e a Conducoop promoveram no dia 16 o curso de Atendimento aos Usuários. O tema foi abordado pelas psicólogas especialistas em Trânsito Lindete Tavares de Almeida e Maria Eliane dos Santos. Ambas enfocaram a necessidade de capacitar os operadores e cobradores do transporte municipal para o tratamento humanizado dos passageiros.

A Psicóloga Lindete Tavares de Almeida declarou que o objetivo central do curso é orientar os profissionais sobre como lidar com os vários tipos de usuários do sistema de transporte municipal. Ela observa que cada usuário tem características diferenciadas que devem ser respeitadas durante o atendimento.

“É preciso saber como atender gestantes, crianças, idosos, deficientes, visando sempre o atendimento humanizado”, ensinou a especialista, lembrando que esse procedimento evita problemas durante o atendimento e até mesmo transtornos posteriores como processos e pedidos de indenização.

A humanização do atendimento aos usuários foi apontada pelas especialistas como a única forma de garantir o equilíbrio adequado entre a prestação do serviço e a satisfação dos usuários. A Cooperativa de Trabalho dos Transportadores Profissionais de Veículos Automotores (Conducoop) tem 1.839 cooperados entre motoristas, cobradores e auxiliares de linha. Eles atendem 1,4 milhão de pessoas por mês.

De acordo com o presidente da Conducoop, José Antônio Lopes de Souza, o curso de Atendimento aos Usuários foi criado especialmente para atender às necessidades do sistema de transporte municipal com base nas demandas levantas por meio das solicitações dos usuários feitas à Ouvidoria Municipal.

O coordenador de Transporte da Prefeitura de Embu, Angelo Archibald Grenfell, afirma que todas as reclamações sobre o transporte municipal vindas da Ouvidoria são levadas ao operador que tem a possibilidade de fazer sua defesa, em seguida o caso é avaliado por uma junta ímpar que vai deliberar se haverá ou não punição administrativa.

Ele explicou que o seminário sobre o transporte municipal realizado recentemente mostrou que a fragilidade do sistema é decorrente de falhas no atendimento aos usuários. Para ele, os investimentos recentes feitos em qualificação trará retorno a curto prazo.

“Atualmente a maior dificuldade é o relacionamento entre operador, cobrador e os usuários. Estamos trabalhando em parceria com a Coopercav para tornar esse relacionamento mais humano e evoluir culturalmente nesse sentido”, avalia Angelo Archibald.



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