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Câmara aprova voto de repúdio por criança interagir com homem nu em performance no MAM

Por Márcio Cansian - Jornal Atual | 20/10/2017

paulinho

Assessoria de Comunicação da CMTSO vereador Marcos Paulo, propôs o voto de repúdio ao MAM que recebeu o apoio dos demais parlamentares

Os vereadores de Taboão da Serra aprovaram na semana passada, dia 3, na Câmara Municipal, um voto de repúdio ao Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), pela polêmica exposição “La Bête”, após vídeos circularem nas redes sociais onde um artista aparece nu deitado e uma criança, ao lado da mãe, toca o homem. De acordo com os parlamentares, as imagens apresentadas “incitam a pedofilia”.

O voto de repúdio teve a assinatura de todos os vereadores e foi proposto inicialmente pelo vereador Marcos Paulo (PPS) que usou a tribuna para criticar a exposição. O parlamentar disse que a performance é uma afronta a sociedade brasileira e os princípios cristãos. O requerimento foi aprovado por unanimidade.

O vereador Marcos Paulo, propôs o voto de repúdio ao MAM que recebeu o apoio dos demais parlamentares. “Não vou chamar de arte o evento que teve na 35ª Mostra Panorama da Arte Brasileira. O que foi feito ali, não foi um arte que representa o povo brasileiro, as famílias brasileiras, os valores brasileiros, não”, disse.

Para Marcos Paulo, a exposição foi infeliz ao colocar um homem nu ao lado de crianças. “Eu fico pensando de forma grosseira, que diferença tem um homem nu no ônibus e um homem nu dizendo que arte? E o que é pior, deixando que crianças, não apenas vejam, mas que toquem no corpo de um homem adulto. Violentando sim, psicologicamente uma criança que não está preparada para ver um homem adulto nu. Vamos votar um requerimento de repúdio contra essa pseudo-arte moderna”, repudiou o político.


Outro lado


Em nota, o MAM informou que “esclarece mais uma vez que a performance ‘La Bête’, realizada na abertura da Mostra Panorama da Arte Brasileira, se deu com a sala sinalizada, incluindo a informação de nudez artística”.


Ainda de acordo com a nota, “o museu reitera ainda que a criança que aparece no vídeo veiculado por terceiros era visitante e estava acompanhada e supervisionada por sua mãe e que as referências à inadequação da situação são resultado de desinformação, deturpação do contexto e do significado da obra”, explica.

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