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Atleta paralímpico de Itapecerica da Serra está entre os Tops do Ranking nos 5.000m

Por Luciana Santos | 25/09/2017

juliopara

Divulgação Em 2017 ele garantiu o 3º lugar nos 1500m no mundial Paraolímpico em Londres na França 

 

Júlio César Santos Agripino, de 26 anos, morador do Jardim São Marcos em Itapecerica da Serra, é um dos atletas paralímpico que representou o Brasil nas Paraolimpíadas de 2016. Ele representou o Brasil na modalidade de 1.500m e 10.000m no atletismo. Atualmente ele está entre os Tops do Ranking dos melhores do mundo com o menor tempo registrado, já nos 5.000m, ele ocupa o 8º lugar.

 Júlio César é atleta da classe T12 (Deficiência Visual). Ele começou a apresentar dificuldade para enxergar a partir dos 16 anos. O atleta tem uma doença degenerativa e foi diagnosticado com ceratocone, que é uma doença degenerativa e provoca o afinamento da córnea, levando o aumento do astigmatismo e miopia acentuada provocando a perda da visão.

Com uma infância complicada e sem condições financeiras para o tratamento adequado Júlio já perdeu a visão de um dos olhos, na claridade quase não enxerga e quando está próximo das pessoas não consegue ver direito o rosto delas. Mesmo diante das dificuldades nunca desistiu de buscar uma vida melhor para a família.

Vindo de uma família humilde, seu pai foi assassinado e sua mãe assumiu o papel de pai e mãe, diante de todas as dificuldades ela sempre ensinou aos filhos a serem fortes e lutar sempre.

O amor pelo esporte nasceu após uma partida de futebol com os amigos, após a vitória com a famosa “volta olímpica”, despertou o atleta que havia dentro de Júlio. Sua primeira corrida foi a Zumbi dos Palmares, hoje conhecida como Disney Magic Run, começou correndo como pipoca porque não tinha condições de arcar com os custos das inscrições.

Entre os 19 e 20 anos o atleta começou a se dedicar ao esporte e começou a trabalhar em uma empresa de essências e aromas como auxiliar de Serviços Gerais para ajudar no sustento da família. Lá os próprios funcionários viam a dedicação de Júlio que entrava no trabalho as 6h , mas que para treinar saia de casa as 3:45 da manhã, chegava na empresa 4:45 e ficava correndo no estacionamento da empresa até a hora de bater o ponto. Os funcionários vendo sua dedicação abraçaram a causa e resolveram pagar as inscrições das corridas.

Esse foi o primeiro passo para que Júlio viesse garantir seu espaço no atletismo paraolímpico. Em 2016 com 25 anos o atleta representou o Brasil nas Paraolimpíadas do Rio 2016, na prova dos 1500m e ficou com 12º, após ter caído durante a corrida.

Em 2017 ele garantiu o 3º lugar nos 5000m no Grand Prix na França no último dia 13 de junho.

“Sou grato a Deus por tudo que vem acontecendo comigo. Agradeço pelos treinadores que me apoiaram,  que me fizeram chegar onde estou. Tenho orgulho do meu país e tenho orgulho de representá-lo”, desabafou o atleta .

 

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