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Gravidez na adolescência em São Paulo cai a seu menor nível em 18 anos

Por Assessoria de Imprensa | 25/09/2017

adolescente

Divulgação Em 2016, 13% dos partos corresponderam a jovens com menos de 20 anos, contra 20% em 1998

O governador Geraldo Alckmin apresentou dia 22 um balanço produzido pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo apontando a maior queda no índice de gravidez na adolescência no Estado em 18 anos, de 34%, registrando seu menor nível em 2016.


“Há uma grande preocupação com a gravidez na adolescência. Tivemos uma redução de 40% na faixa etária de 10 a 14 anos. E, de até 20 anos, a redução foi de 46%”, comentou Alckmin. “A prevenção não é somente de gravidez, mas também de doenças sexualmente transmissíveis. São 30 Casas do Adolescente como essa passando orientação multiprofissional para as jovens e familiares”, disse.

Em 2016, 79.048 gestantes menores de 20 anos tiveram filhos no Estado, o que equivale a 13,2% do total de nascimentos no ano passado. Em 1998, o índice foi de 20%, com 148.018 mães nessa faixa etária. A queda é gradativa. Há dez anos, 16,3% das gestantes tinham menos de 20 anos. Em 2007, 97 mil mães estavam nessa faixa etária.

Na grande maioria dos casos, essas jovens tornaram-se mães com idade entre 15 e 19 anos. Nessa faixa etária, a redução do índice de gravidez na adolescência também foi expressiva, de 34,8%. Em 2016, esse grupo abrangeu 76.371 gestantes, equivalente a 12,7% do total de partos em SP. Em 1998, o percentual foi de 19,5, ou 143.490, em números absolutos.

“À medida que reduzimos a gravidez precoce, reduzimos também a mortalidade infantil e materna”, ressaltou o governador.

Para Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa Saúde do Adolescente da Secretaria, os números representam o êxito de políticas públicas adotadas no Estado de São Paulo e da qualificação de equipes nos serviços de saúde. “É um resultado importante, que foi possível graças a ações integradas do Estado, em parceria com os municípios. Iniciativas que ampliam o conhecimento e o debate, como webconferências e dinâmicas de grupo publicadas no nosso canal do YouTube, permitem que os profissionais qualifiquem o atendimento a esses jovens e sensibiliza gestores para criação de novas ações de atenção à saúde do adolescente”, afirma.

A médica também enfatiza que as iniciativas de conscientização coletiva e a consolidação de serviços específicos sobre esse público, a exemplo das Casas do Adolescente (mais informações abaixo), bem como a distribuição gratuita de preservativos e contraceptivos em todo o Estado, foram fundamentais para a redução dos casos.

Os preservativos começaram a ser distribuídos no Estado de forma regular a partir de 1994. Atualmente, São Paulo distribui uma média de 58 milhões de camisinhas masculinas e 2,7 milhões de preservativos femininos por ano. Somente no primeiro semestre de 2017, já foram distribuídos mais de 28 milhões camisinhas masculinas e 1,3 milhões femininas.

Casa do Adolescente

Desde 1996, a Secretaria adotou um modelo de atendimento integral à adolescente, que contempla o aspecto físico, psicológico e social, e que começou a mostrar resultados dois anos depois. Por isso, a Secretaria usa 1998 como base de comparação.

Além de informação e orientação, o trabalho busca identificar as emoções, medos e dúvidas dos adolescentes sobre afetividade, relacionamentos e sexo seguro. Rotineiramente, a Secretaria investe em capacitação, organizando palestras e cursos a profissionais médicos que cuidam de adolescentes por todo o Estado.

A Casa do Adolescente de Pinheiros, na capital, serviu como espécie de laboratório da nova política de saúde para jovens, oferecendo atendimento multidisciplinar, com médicos, dentistas, fonoaudiólogos, assistentes sociais, enfermeiros, psicólogos e professores. Há oficinas, bate-papos e terapias em grupo para que os jovens exponham seus sentimentos, recebendo orientação especializada.

O sucesso do trabalho levou o Estado ampliar o projeto da Casa do Adolescente. Hoje, são 30 unidades em todo o Estado.

“É necessário estarmos atentos não apenas à prevenção, mas também nos aspectos emocionais e psicoafetivos deste grupo de adolescentes, que passa por uma fase repleta de novos conhecimentos e dúvidas. Por esse motivo, garantimos cada vez mais a capacitação e o atendimento multiprofissional, para contribuir não apenas na redução destes índices, mas também na prevenção e tratamento de doenças”, conclui Albertina Duarte.

Na Casa do Adolescente do bairro de Heliópolis, inaugurada em 2009, há cerca de 300 adolescentes cadastrados atualmente, que passam por atendimentos médicos e realizam atividades em grupos sobre diversos temas, incluindo rodas de conversa, orientações sobre nutrição e grupos voltados especialmente a jovens gestantes, que são orientadas e acompanhadas multiprofissionalmente. Diariamente, conta com um grupo de apoio ao público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) desde 2011 e foi a primeira a encaminhar adolescentes transexuais para tratamento de redesignação sexual, a partir de 2013. Desde então, já foram encaminhados dez jovens com o perfil.

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