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Bairros de Embu das Artes recebem oficinas de horta

Por Assessoria de Comunicação | 28/07/2017

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Divulgação Jardim Santa Tereza foi o terceiro bairro a participar do projeto realizado pela Sociedade Ecológica Am

O bairro Santa Tereza, situado no extremo leste de Embu das Artes, município da Grande São Paulo, recebeu na última quinta-feira (20) a oficina de horta vertical em garrafas pet. O evento foi realizado na Associação Comunitária Crisálida e teve a ONG ambiental Sociedade Ecológica Amigos de Embu (SEAE) na condução das aulas.

Cerca de 30 pessoas, jovens e adultos, receberam materiais e instruções sobre como plantar mudas de hortaliças e flores em pequenos espaços, com a utilização de material reciclado, como garrafa pet. Cada um pôde levar para casa a estrutura que montou no evento.

A SEAE atua com oficinas socioeducativas em sua sede e em escolas da região. A partir de junho deste ano, a convite da Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, leva o projeto para novos lugares. O Jardim Santa Tereza foi o terceiro bairro a participar da oficina, depois do Jardim São Marcos e Parque das Chácaras.

Além de dar beleza aos espaços urbanos e ser opção de alimento sem agrotóxico, as hortas verticais ajudam na refrigeração do microclima.

CARACTERÍSTICA DO BAIRRO

De acordo com o censo de 2010, Santa Tereza é o terceiro bairro mais populoso de Embu das Artes, com cerca de 10 mil habitantes. Tal característica confere ao lugar pouca alternativa de área verde para a qualidade de vida e lazer.

Apesar do forte adensamento populacional, sua localização é privilegiada, fica ao lado da Área de Proteção Ambiental (APA) Santa Tereza, com extensão de aproximadamente 42 campos de futebol. Um verdadeiro oásis, rodeado por cerca de 10 bairros com padrões semelhantes. Cerca de 40 mil habitantes, ainda segundo o censo de 2010, só em torno da APA.

Apesar da extensão e importância para a qualidade de vida da população local, suas nascentes e vegetação nativa de mata atlântica seguem ameaçadas. Sua própria regulamentação, sob a Lei Municipal nº 2024 de 2002, determina que apenas 25% da vegetação deve ser conservada. Atualmente, APA cede lugar para campo de futebol, projetos habitacionais e pastagens.

A recomendação de área verde por habitante, feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 12 m², o mínimo para qualidade de vida da população.

 

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