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Carne podre é encontrada em frigorífico clandestino em Taboão

Por Luciana Santos | 28/05/2017

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Divulgação As carnes eram vendidas por um preço mais barato do que o preço de mercado.

Após denúncia polícia encontra três toneladas de carne estragada em um frigorífico clandestino que funcionava há cerca de 10 anos em Taboão da Serra. A Vigilância Sanitária esteve no local e confirmou que haviam carnes vencidas há mais de 30 dias.

Policiais receberam a denúncia que na casa havia carga roubada, mas quando os policiais chegaram ao local encontraram outro tipo de crime. Na casa havia toneladas de carne vencidas que vinham sendo mascaradas e vendidas para população, para açougues e até restaurantes da região.

Após vistoria os policiais encontraram cerca de três toneladas de carne estragada. Elas eram adulteradas e passavam por um processo de limpeza com produtos químicos para disfarçar o cheiro e a cor para serem vendidas como boa. As carnes eram vendidas por um preço mais barato do que o preço de mercado.

Equipes da Vigilância Sanitária também estiveram no local e constataram as irregularidades. Carnes de porco, frango e boi chegavam podres e tinham etiquetas e validades adulteradas, algumas já estavam vencidas a mais de um mês. As carnes estavam dentro de tonéis com água e sal para mascarar o mau cheiro.

De acordo com a polícia muitos clientes estiveram no local e não sábia que consumiam carne estragada. “Nossa, sempre comprava carne aqui, comprava carne pra fazer churrasco, feijoada”, disse um dos moradores da região.

Oficialmente no local funcionava uma distribuidora de alimentos, que não podia manipular produtos muito menos carnes. Após a constatação do crime a Vigilância Sanitária interditou o local que já funcionava há cerca de 10 anos.

A polícia também vai investigar a empresa que fornecia o frango vencido. A empresa seria do Paraná e depois de recolher o frango vencido vendia o mesmo para o proprietário do frigorífico clandestino que repassava o frango deteriorado para a população.

O dono do frigorífico identificado como Manoel Rogério Fontelles, 47, foi preso e não demonstrou nenhum arrependimento. Ele foi encaminhado para o DP de Taboão onde será ouvido e ficará a disposição da justiça. Se condenado o dono do frigorífico clandestino pode pegar até oito anos de prisão.

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