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Delação de donos da JBS envolvendo presidente agrava crise política no Brasil

Por Luciana Santos | 18/05/2017

temer

DivulgaçãoPresidente teria comprado o silêncio de Eduardo Cunha, preso na operação Lava Jato.

O país amanhece perplexo com mais uma delação de corrupção. Desde vez a denúncia é de que o presidente Michel Temer, junto com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-ministro da fazenda Guido Mantega teriam comprado o silêncio do ex-presidente da Câmara de Deputados o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o operador Lúcio Funaro, após terem sido presos na operação Lava Jato. Os irmãos Joesley e Wesley Batista donos do frigorífico JBS são os autores da denúncia e teriam fornecido provas que comprovam a denúncia.

Segundo a denúncia o empresário Joesley teria entregue a polícia uma gravação feita no dia 7 de março desde ano, onde o presidente teria indicado o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver assuntos da J&F, uma holding que controla o frigorífico JBS no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).Rocha Loures seria o homem de confiança de Temer e foi chefe de Relações Institucionais da Presidência, quando Temer era vice de então presidente Dilma Rousseff.

Ainda segundo denúncia da JBS as negociações teriam acontecido em reuniões entre
Rocha Loures e Ricardo Saud, diretor da JBS. Nas reuniões foi ajustado o pagamento e o valor da propina que seria de R$ 500 mil semanais por 20 anos. Após o acordo Rocha Lourdes foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil, enviados por Joesley.

Em mais um episódio de corrupção os brasileiros se mostram perplexos e revoltos. Centenas de pessoas foram às ruas para protestar em mais um caso de corrupção.

O fato repercutiu na imprensa mundial, no Clarín da Argentina, lembrou que Eduardo Cunha comandou todo o processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff.

Até o momento o presidente emitiu uma nota a imprensa e cancelou sua agenda.

 

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